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Torres de vigilância de Vale de Judeus foram removidas e vão ser substituídas

Edição de 19.01.2017 | Sociedade

Já foram removidas as quatro torres de vigilância do Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, em Alcoentre, no concelho de Azambuja, que se encontravam bastante degradadas e vinham sendo objecto de queixas por parte dos guardas prisionais, associações profissionais e sindicatos. Segundo fonte do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, as torres vão ser substituídas por duas estruturas em betão, embora ainda não se saiba quando vai ser efectuada essa operação que custará cerca de 170 mil euros.
A mesma fonte garante que a segurança no estabelecimento prisional nesta fase transitória não está descurada pois existem meios alternativos de vigilância no terreno, nomeadamente um sistema de videovigilância entre outros. “Foi para já uma vitória dos trabalhadores que lutaram pelas suas condições de segurança e higiene no trabalho, e esperemos que as novas estruturas não demorem tanto como o tempo que levou até à retirada das que existiam”, disse o sindicalista, que pediu para não ser identificado.
As más condições das torres de vigilância de Vale de Judeus já tinham motivado críticas do provedor de Justiça, que se afirmou indignado com o estado de degradação dessas estruturas e disse que “a crise económica-financeira não pode justificar tudo”, conforme noticiámos em Maio de 2016.
Num relatório divulgado sobre uma visita que fez à prisão, em Fevereiro de 2016, José de Faria Costa afirmava que são “demasiado graves” algumas coisas que viu e acrescentava que não podia deixar de se indignar “com a inércia demonstrada perante o estado decrépito das torres de vigia”.

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