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24/06/2017
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Armando Rosa e Francisco Mendes, dirigentes do Mais Santarém
Mais Santarém contra complexo desportivo da UDS no Campo Infante da Câmara
Movimento independente diz que terrenos municipais não devem ser afectados apenas ao desporto e particularmente ao futebol.
Edição de 08.03.2017 | Sociedade

O movimento Mais Santarém não concorda que o Campo Infante da Câmara possa vir a ser utilizado para implantação de um complexo desportivo da União Desportiva de Santarém (UDS) que prevê a construção de alguns campos relvados para a prática do futebol e de um centro de formação desportiva, entre outros equipamentos, naquele espaço, cujos terrenos são do município.
Pronunciando-se em comunicado acerca do projecto o Mais Santarém é claro: “Não nos parece justo para todos os munícipes, que o único espaço municipal livre no planalto, seja totalmente hipotecado ao desporto e particularmente ao futebol. Utilizar um espaço central na cidade, exclusivamente para esse fim, é não respeitar os interesses da imensa maioria de munícipes que não praticam esse desporto e que esperam de um terreno tão vasto e tão central, uma oferta mais diferenciada e um espaço de lazer e cultura”.
O movimento, que tem um eleito na Assembleia Municipal de Santarém (Armando Rosa), diz que “tem consciência da falta que faz um complexo desportivo moderno e completo, que sirva todos os praticantes e amantes dos desportos do nosso concelho” mas considera “pouco credível e até de discutível legalidade, que um dos mais valiosos activos da CMS possa ser cedido para um projecto de duvidoso e até improvável sucesso, atendendo à história de outros projectos similares levados a cabo pela UDS e à situação financeira do promotor”.
“Não existindo nenhum clube desportivo com preponderância e notoriedade no concelho, não vemos razão para a concessão a qualquer um dos existentes, de um terreno municipal, ainda por mais de domínio público”, afirma ainda o Mais Santarém, acrescentando que “um equipamento desportivo desta envergadura deverá ser obra do município e por ele gerido”.
Os planos da UDS contemplam: a reconversão do actual Chã das Padeiras, dotando-o de 4 mil lugares e dando a possibilidade de ali se realizarem jogos jogos internacionais das camadas jovens; a construção de dois relvados sintéticos para futebol de 11 e râguebi; um relvado sintético para futebol de 7; campos de Padel; um centro de formação desportiva, 350 lugares de estacionamento. Os dirigentes do clube dizem que o projecto será para concretizar a médio prazo, com investimento privado, e só se houver consenso alargado na cidade.

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