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Um petisco que deu nas vistas nas Tasquinhas do Alviela
sabores. Certame gastronómico reuniu diversas entidades, incluindo o presidente da câmara, Ricardo Gonçalves (à direita)

Um petisco que deu nas vistas nas Tasquinhas do Alviela

Pica-pau de javali foi uma das atracções do certame gastronómico que decorreu em São Vicente do Paul, no concelho de Santarém.

Edição de 28.06.2017 | Economia

Se antigamente a sopa de peixe e o peixe frito eram iguarias comuns nas Tasquinhas do Alviela, em São Vicente do Paul, freguesia de Santarém, agora quase nem vê-las. Já o mesmo não se pode dizer das moelas, dos caracóis ou dos peixinhos da horta que, passadas onze edições, continuam a marcar presença neste evento, saíndo a todo o momento acompanhados de um bom vinho ou da fiel “loirinha”.
O MIRANTE encontrou um petisco que, apesar de ser novidade, já estava a dar nas vistas no dia da inauguração: o pica-pau de javali. O prato, em si, já é conhecido, mas Víctor Gonçalves, presidente da Associação de Caça e Pesca de São Vicente do Paul, conta que existe um segredo que lhe dá um sabor diferente. E o facto de ser feito com carne de javali também é uma novidade.
Apesar de não revelar o seu segredo, Víctor Gonçalves dá algumas dicas para quem queira experimentar em casa. Primeiro, enumera, coloca-se o javali a marinar em vinho tinto durante três dias para tornar a carne mais suculenta. Depois, é cozinhar em lume brando. No final, coloca-se um cálice de vinho do Porto. “Quando a carne é mais dura, na altura da cozedura, se colocar um copo com 200 mililitros (ml) de aguardente no tacho e deixá-lo cozer destapado para o álcool evaporar, a carne fica, com certeza, mais suculenta”, revela.
“Este prato apareceu este ano por acaso, porque nos outros anos tenho feito espetadas de javali, mas como demora tempo a fazer optei por fazer este petisco”, explica o presidente da Associação de Caça e Pesca de São Vicente do Paul, referindo que também costumam ter veado na ementa, mas este ano não conseguiram arranjar. “Hoje dei apenas para provar, mas vieram logo perguntar se havia mais”, conta, referindo que outro dos pratos deste ano foi javali estufado acompanhado com arroz de feijoca.
Víctor, de 54 anos, reformado por invalidez devido a um acidente de trabalho há cerca de seis anos, diz que sempre teve um gosto especial pela cozinha. Em casa, é ele que cozinha praticamente todos os dias e gosta sempre de inovar. “Sou um curioso”, admite. Em relação aos mais jovens, Víctor não tem dúvidas em afirmar que a carne de caça não se encontra entre as preferências dos mais novos. “O meu filho mais novo cada vez que é para comer carne de caça é um martírio. Só come se for enganado”, diz, acreditando que está tudo na mente das pessoas. “Dizem que que não gostam sem provarem”, admite.

paixão. Vítor Gonçalves é um entusiasta da cozinha e testou um novo prato no certame
Um petisco que deu nas vistas nas Tasquinhas do Alviela

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