uma parceria com o Jornal Expresso
23/07/2017
Assine O Mirante e receba o jornal em casa
30 anos do jornal o Mirante
APOIO. Joaquim Gomes tem que ser auxiliado diariamente desde que teve o acidente
Moradoras pedem pavimentação de rua para facilitar a vida a tetraplégico
Mau estado do piso da rua do Sobreiro, no Alto do Vale, concelho de Santarém, impede a normal circulação da cadeira de rodas de Joaquim Gomes. Pedidos já são recorrentes e município promete agir.
Edição de 06.07.2017 | Sociedade

Duas cidadãs residentes da rua do Sobreiro, no Alto do Vale, freguesia de Vale de Santarém, foram na segunda-feira, 3 de Julho, à reunião do executivo camarário de Santarém pedir a repavimentação dessa artéria de modo a permitir a circulação em condições satisfatórias da cadeira de rodas de um morador, Joaquim Gomes, que ficou paraplégico após um acidente de mota em 2013. O presidente da câmara, Ricardo Gonçalves (PSD), disse que iria colocar essa obra na empreitada de conservação corrente da rede viária municipal, actualmente em curso, caso a mesma não esteja contemplada nesse plano.
O assunto já foi notícia em
O MIRANTE em Novembro de 2016. Joaquim Gomes, 51 anos, teve um grave acidente de mota em Vila Chã de Ourique, concelho do Cartaxo, que lhe deixou marcas para o resto da vida. Ficou tetraplégico e necessita de atenção e cuidados constantes, não conseguindo comer ou deslocar-se sozinho. Há muito que pede melhorias na rua do Sobreiro, pois o mau estado do pavimento afecta a circulação da sua cadeira de rodas nos passeios diários para apanhar ar e sol pelas redondezas.
Até ao acidente, Joaquim Gomes trabalhava no serviço de pós-venda da General Motors em Oeiras. Casado e com dois filhos, foi atirado para uma cama num quarto onde passa grande parte do dia a ver televisão. Reserva sempre uma hora do seu dia, normalmente antes do almoço, para passear pela zona com a mãe e com uma auxiliar que o ajuda diariamente.
O mau estado do pavimento é bem visível, com buracos, piso gasto e várias pedras soltas que fazem toda a diferença para Joaquim. A rua tem uma extensão de cerca de 100 metros que o morador tem de percorrer obrigatoriamente pelo alcatrão uma vez que os passeios são estreitos para a sua cadeira de rodas. “A estrada é horrível. Ao passar pelos buracos tenho muitas dores e dificulta-me a respiração, é muito incomodativo”, explicava nessa reportagem.
Na segunda-feira, Adelaide Afonso e a esposa de Joaquim, Clara Arraia, foram pedir a intervenção do município de viva voz. “Não há dinheiro para arranjar 60 metros de estrada para um desgraçado que está numa cadeira de rodas poder deslocar-se em condições?”, perguntou Adelaide Afonso, que convidou os elementos do executivo a irem ao local e ver as condições em que está o piso para circulação de uma cadeira de rodas.
O presidente da câmara garantiu que iria ver se essa rua estava contemplada no pacote de vias que vão ainda ser arranjadas este Verão, referindo que, caso não esteja, será integrada.

Comentários
Mais Notícias
    A carregar...