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24/07/2017
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APOIO. Ministros da Justiça e Economia apresentaram na AIP as linhas mestras do novo programa de apoio a empresas
AIP com “grande expectativa” face a novas medidas de apoio às empresas
José Eduardo Carvalho congratulou-se com o programa governamental mas avisou que há áreas que não podem ser esquecidas. Presidente da Associação Industrial Portuguesa elogiou ainda secretários de Estado recentemente exonerados.
Edição de 12.07.2017 | Economia

A Associação Industrial Portuguesa (AIP) tem uma “grande expectativa” sobre o que virão a ser os reais impactos nas empresas portuguesas do “Programa Capitalizar”, um novo sistema de incentivo financeiro do Governo às empresas nacionais.
Durante a apresentação do programa nas instalações da AIP em Lisboa na manhã de segunda-feira, 10 de Julho, José Eduardo Carvalho, presidente da AIP, elogiou o governo e a ambição deste em resolver problemas antigos sentidos pelas empresas, mas notou que ainda há muito caminho a percorrer. “Há que elogiar por duas medidas fundamentais e há muito reclamadas, a capitalização das empresas e o reforço da capacidade exportadora e redimensionamento empresarial. Com o conhecimento que a estrutura de missão tinha das pequenas e médias empresas nacionais e do tecido empresarial em geral, não foi preciso perder muito tempo em diagnóstico e se terem concentrado na concepção das medidas e da sua tecnicidade para resolver os problemas que eram conhecidos”, explica José Eduardo Carvalho.
Numa sessão que contou com a ministra da Justiça, Francisca Van Dunem, e o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, o presidente da AIP lembrou que o trabalho não está concluído e que é bom não esquecer o que diz serem algumas medidas fundamentais para apoiar o trabalho das empresas, como o alargamento do regime de remuneração convencionada dos capitais próprios e a conversão de créditos.
“Há 20 anos que falamos sobre a necessidade de se criarem instrumentos financeiros de reestruturação de empresas viáveis e operações de obrigações participantes. De todas as medidas achamos que devíamos aprofundar as que têm a ver com o redimensionamento empresarial. Tínhamos tudo a ganhar. Faz falta e é necessário um instrumento aglutinador e integrador, uma só candidatura de uma empresa nas diferentes áreas em que precisa de apoio – internacionalização, exportação, recapitalização, formação ou financiamento – e não como agora em que existe uma dispersão de candidaturas”, defendeu.

Elogios a secretários de Estado exonerados
O presidente da AIP destacou também o “excelente trabalho” de João Vasconcelos e Jorge Oliveira, das secretarias de Estado da Indústria e da Internacionalização, que pediram a exoneração no último fim-de-semana e pediram a sua constituição como arguidos no inquérito relativo às viagens oferecidas pela Galp para assistir aos jogos do Euro 2016. “Cada vez há menos gente disponível neste país para o exercício de funções públicas e lamentavelmente os que demonstram competência, capacidade de trabalho e dinamismo são os que acabam por sair”, lamentou.
A ministra da Justiça garantiu que todas as sugestões dadas pelos parceiros empresariais na criação do programa Capitalizar “serão aproveitados” e o ministro da Economia agradeceu às associações de empresários, como a AIP, “pelo papel chave” na concretização das medidas.

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