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24/07/2017
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Em Arcena há uma “bomba relógio” que pode explodir a qualquer momento
Biomassa acumulada do abate de centenas de pinheiros no ano passado continua por remover e potencia risco de incêndio.
Edição de 12.07.2017 | Sociedade

Na sequência do incêndio de Pedrógão Grande, vários autarcas das diferentes assembleias de freguesia do concelho de Vila Franca de Xira alertaram para várias situações de potencial risco abrangendo áreas florestais do concelho em zonas que não são limpas há anos.
Uma das mais preocupantes é a de Alverca e Sobralinho, onde o ano passado foram cortados 500 pinheiros no alto de Arcena. Na altura, a empresa responsável pelo abate justificou que o mesmo, numa área de sete hectares, visava precisamente reduzir o risco de incêndio e criar acessos para os meios de socorro, caso fossem necessários. “O problema é que toda essa biomassa ficou no local depois de ser arrancada e isso hoje constitui um grande perigo. Alguma coisa deveria ser feita para reduzir o risco de incêndio”, alertou Carlos Gonçalves, da CDU, na última sessão da Assembleia de Freguesia de Alverca.
Também o colega de bancada, António Sequeira, alertou para uma “situação explosiva”, de áreas florestais na zona mais rural da união de freguesias que não têm acessos convenientes nem limpeza há décadas.
O presidente da junta, Afonso Costa (PS), admite que a biomassa acumulada do abate dos pinheiros no alto de Arcena é “uma preocupação” e prometeu averiguar o assunto. “Preocupa-me ainda mais a mata entre A-dos-Potes e a Estrada Nacional 116, em que ninguém consegue entrar. Essa é também uma grande preocupação e há anos que não há acessos”, teme.

Louvor ao trabalho dos bombeiros
Entretanto, o município de Vila Franca de Xira aprovou na última semana, em reunião pública de câmara, um voto de pesar pelas vítimas do grande incêndio de Pedrógão Grande, que afectou também o concelho, com a morte de uma mãe e duas filhas, residentes na Póvoa de Santa Iria, que tentavam escapar às chamas. O presidente do município, Alberto Mesquita (PS), afirmou o seu “profundo choque” e “mágoa” pelo desfecho “dramático”.
A câmara louvou também o trabalho dos bombeiros, “pelo seu empenho, dedicação e coragem” no combate às chamas na região Centro, onde também participaram as corporações de Alhandra, Alverca e Póvoa de Santa Iria.

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