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Ribatejo e Cabo Verde querem abrir portas a novos negócios
O primeiro-ministro de Cabo Verde ladeado pelos administradores da Nersant, Domingos Chambel e António Campos

Ribatejo e Cabo Verde querem abrir portas a novos negócios

Primeiro-ministro desse país africano participou num almoço-debate em Torres Novas com as empresas da região por iniciativa da Nersant. Vai ser assinado um protocolo de cooperação entre a associação empresarial e o Governo cabo-verdiano.

Edição de 23.11.2017 | Economia

A Nersant - Associação Empresarial da Região de Santarém e o Governo de Cabo Verde vão em breve assinar um protocolo de cooperação, no seguimento da visita que o primeiro-ministro desse país africano efectuou à sede na associação, em Torres Novas, onde, no dia 16 de Novembro, participou num almoço-debate com empresas da região.
Ulisses Correia e Silva foi recebido pelo vice-presidente da direcção da Nersant, Domingos Chambel, bem como por uma comitiva de empresários da região pertencentes aos corpos sociais da associação empresarial. No seu discurso de acolhimento à comitiva, Domingos Chambel frisou “o relacionamento pessoal histórico entre Portugal e Cabo Verde, que tem vindo a evoluir para um relacionamento profissional”, antecipando ainda as expectativas deste encontro. “Esperamos ouvir as oportunidades que Cabo Verde tem para oferecer às empresas da região, para podermos estruturar os nossos investimentos”, declarou.
Respondendo ao desafio lançado pela Nersant, o primeiro-ministro de Cabo Verde apresentou as oportunidades do seu país, sublinhando que esta viagem acontece “em prol do investimento e dos negócios”. Referiu que a prioridade de Cabo Verde é atrair investimento directo estrangeiro e que pretende tirar partido da posição geoestratégica do país, entre Europa, América e África como uma das mais-valias a potenciar. Para isso, explicou, Cabo Verde tem, desde 2007, uma “parceria estratégica com a União Europeia, não só para criar condições de acesso a mercados mas também a tecnologia e ciência e beneficia de liberalização de vistos para livre circulação no espaço Schengen”.
O governante relembrou ainda os empresários presentes que existem “benefícios fiscais para aqueles que pretendam investir em Cabo Verde, sendo o quadro de apoio extremamente atractivo” mas também que “não há imprevisibilidade cambial em Cabo Verde”.
Ulisses Correia e Silva apresentou Cabo Verde como um país seguro, com índices de corrupção quase nulos e que está a combater a burocracia, um dos obstáculos ao investimento externo, através da criação de uma “Janela Única para o Comércio Externo”, para que os processos de importação e exportação tenham apenas uma janela de entrada.
No final do encontro surgiram desde logo os primeiros resultados. A Nersant e o primeiro-ministro de Cabo Verde assumiram publicamente no almoço-debate o seu compromisso na assinatura de um protocolo entre a associação empresarial e Agência da Promoção do Investimento e Exportações de Cabo Verde, denominada “Cabo Verde TradeInvest”, cuja presidente, Ana Lima Barber, esteve também presente.
A visita do primeiro-ministro de Cabo Verde à Nersant ficou assinalada na sede da associação, com o descerramento de uma placa alusiva ao momento.

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