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Sessões Clínicas GFS Serviços Médicos do Coração

Sessões Clínicas GFS Serviços Médicos do Coração

O risco de doença cardíaca na prática desportiva e a realização de ecocardiogramas fetais debatidos por especialistas e clínicos de medicina geral

Edição de 23.11.2017 | Economia

A prevenção do risco de acidente cardíaco em crianças e adolescentes praticantes de desporto, a par das recomendações para a realização de ecocardiogramas fetais, foram os dois grandes temas debatidos por 30 médicos, no dia 13 de Novembro. Organizada pela GFS – Serviços Médicos do Coração, esta nova Sessão Clínica, desta vez debaixo da temática da Cardiologia Pediátrica, foi destinada a Pediatras, Obstetras e médicos de Clínica Geral, tendo contado com a participação de Conceição Trigo, cardiologista pediátrica no Hospital de Santa Marta, responsável pela Unidade de Cuidados Intensivos e pelo Programa de Transplante Cardíaco e com Mónica Rebelo, cardiologista pediátrica no Hospital de Santa Maria e especialista em Ecocardiograma Fetal.
A problemática do risco cardíaco em crianças e adolescentes praticantes de desporto é uma realidade que tem vindo a ganhar importância, em virtude do maior número de praticantes hoje existentes. Esta situação deve-se ao facto de haver uma prática desportiva escolar mais regular, a par de um aumento do número de crianças e adolescentes que iniciam uma atividade desportiva efectiva. Segundo Conceição Trigo, “esse fenómeno, com particular evidência ao nível do futebol, decorre muitas vezes da idealização de modelos e de heróis que se procuram copiar, sendo estimulada pelos próprios pais, que funcionam como impulsionadores desse processo”. Sendo saudável a prática desportiva, durante a exposição e debate que se seguiram foram abordados os benefícios da mesma para a saúde cardiovascular, contrapondo com as exigências decorrentes de ambientes de maior competitividade e rigor, desde logo em termos da intensidade dos esforços e das pressões externas associadas.
Sendo rara a morte súbita em crianças, foram apresentadas conclusões de estudos, tendo sido referida a existência de uma incidência da mesma em atletas, superior em três vezes, do que em não em atletas. Tendo por detrás dessas ocorrências, na maioria das situações, uma causa cardiovascular, foram discutidas algumas das recomendações da Sociedade Europeia de Cardiologia e de outras entidades internacionais, as quais apontam para a realização de exames cardiológicos regulares em crianças e adolescentes entre os seis e dezasseis anos, sempre que uma criança tenha mais de 10h/semana de actividade física, bem como quando se inicie uma actividade competitiva e em cada intervalo de dois anos. Foi ainda salientada a relevância da história clínica pessoal e familiar a qual é, muitas vezes, omitida pelos próprios, opinião partilhada pelos médicos de clínica geral presentes. Fazendo parte do rastreio normal a realização de ECG, existem hoje muitas organizações desportivas que advogam já a inclusão do Ecocardiograma nos programas de avaliação.
No âmbito da temática da realização de Ecocardiogramas Fetais, Mónica Rebelo salientou que o “diagnóstico pré-natal de cardiopatias congénitas é uma matéria da maior relevância para a saúde do recém-nascido, antecipando problemas, preocupações e angústias aos próprios pais, devendo ser cumpridas as guidelines e recomendações existentes, desde logo da própria Direcção Geral da Saúde”. Nesse sentido foram apresentadas essas mesmas recomendações, tendo sido sublinhada a importância da história familiar e outros riscos favoráveis ao aparecimento de cardiopatias congénitas (CC), podendo estes serem provenientes de causas maternas, fetais ou com outras origens.
Foi reforçada a importância do diagnóstico pré-natal como forma de prevenir a deterioração hemodinâmica e a melhoria dos resultados clínicos em recém-nascidos com CC, tendo sido salientado o papel que os especialistas dessa área devem ter na realização de Ecocardiografias Fetais, lembrando que a maioria das CC ocorrem em gravidezes de baixo risco.
Ao estar a realizar 20 anos de existência, a GFS referiu-se ao evento através da sua directora clínica, Graça Ferreira da Silva, dizendo que “ao comemorarmos duas décadas de existência, quando a média de longevidade das empresas nacionais no sector dos serviços é inferior a 10 anos, estamos, mais uma vez, a dar provas da nossa vitalidade e a dar um contributo para a melhoria da saúde cardiovascular dos nossos concidadãos, no distrito de Santarém como temos feito ao longo destas duas décadas”.

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