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Utentes da Saúde do Médio Tejo recuperam proposta de reorganização das Urgências

Edição de 23.11.2017 | Sociedade

A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUMST) vai relançar a proposta de reorganização das Urgências nos hospitais da região e apelar aos Ministérios da Saúde e das Finanças para serem desbloqueados os concursos para admissão de pessoal.
Em conferência de imprensa realizada em Torres Novas, a CUSMT apresentou o balanço das reuniões que realizou recentemente com a coordenação do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Médio Tejo e a administração do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT).
Na reunião com a administração do CHMT, a comissão deu conta das queixas sobre o “funcionamento irregular” das Urgências desde o início do Verão, quer por razões pontuais, quer por questões estruturais, como a falta de recursos humanos, a concentração das urgências médico-cirúrgicas em “instalações sem condições” e a “exiguidade” dos cuidados prestados nas Urgências das unidades de Abrantes e de Tomar.
Nesse sentido, a CUSMT decidiu “relançar, com as populações, a proposta já apresentada ao Ministério da Saúde para a reorganização da urgência médico-cirúrgica no Médio Tejo”, afirma um dos textos distribuído na conferência de imprensa.
Considerando que a falta de recursos humanos – médicos, enfermeiros e assistentes operacionais - continua a ser o “calcanhar de Aquiles” do CHMT, a comissão afirmou que vai escrever aos ministros da Saúde e das Finanças e aos grupos parlamentares, “alertando para a necessidade de serem desbloqueados os concursos propostos”.

Continuam a faltar médicos de família
Vai ainda pedir uma reunião à direcção dos bombeiros de Constância, que tem um contrato com o CHMT para o transporte inter-hospitalar por três anos, para que sejam introduzidas melhorias que acabem com as “demoras e incómodos” que recaem sobre os utentes e familiares.
Em relação aos cuidados de saúde primários, a comissão lamenta que, apesar da abertura de concurso e admissão de 11 “recém especialistas”, continuem a faltar 12 médicos de família numa região que serve cerca de 200.000 utentes, uma vez que saíram seis clínicos no concurso de mobilidade interna entretanto aberto, sendo o concelho de Tomar aquele que mais carece de reforço.

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