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Azoinante Serafim das Neves

Edição de 11.01.2018 | E-mails do outro mundo

O sistema informático do Hospital de Santarém pifou por completo e o pessoal voltou a trabalhar de esferográfica nas unhas como há dez anos. Durante alguns dias aquilo foi uma espécie de Hospital Memória. Se calha o Júlio Isidro ter ido à urgência com alguma gripalhada, o sucesso teria sido retumbante. Ter a emissão da RTP Memória ao vivo na sala de espera de um hospital a funcionar à antiga não é coisa que se veja com frequência.
O presidente do conselho de administração disse que não foi nada de grave e que tirando alguns leves incómodos tudo funcionou bem, o que me faz pensar que as novas tecnologias e esta coisa da informática afinal só servem para mostrarmos que somos um país muito avançado. Eu só não troquei este e-mail por uma cartita escrita à unha porque não tinha papel...mas lá que tinha tido mais piada, lá isso tinha.
O banho de Ano Novo da rapaziada cá do bairro foi na Nazaré. Ainda ando com o pingo no nariz e a espirrar mas valeu bem a pena. Este ano foi também aquela jovem que se mudou para cá há uns tempos. Uma que já foi modelo e fez novelas mas que agora está de licença sabática para repensar a carreira. A certa altura veio uma onda e, para além de lhe ter arrancado a parte de cima do biquini, arrastou-a uns bons metros para longe da praia.
Eu não lhe pude acorrer porque estava completamente congelado mas o resto da rapaziada atirou-se de cabeça para a salvar. Mesmo os que não sabiam nadar se mandaram. Só te digo que iam lá ficando todos. Se não fossem uns surfistas que andavam por lá e os rebocaram para terra tinham ficado parecidos com barricas de água salgada.
Ainda fui a correr para fazer respiração boca a boca à modelo mas cheguei tarde porque já estava lá um dos surfistas à volta dela. Devia ser médico porque fazia aquilo com eficácia. Enquanto lhe soprava na boca massaja-lhe o peito todo!!
O presidente da Câmara de Mação, Vasco Estrela, aproveitou a visita da ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Maria Manuel Leitão Marques, para dizer que não percebe porque é que os agricultores do concelho vítimas dos incêndios não recebem apoios. A ministra ouviu e explicou que só foram dados apoios aos concelhos onde houve vítimas mortais. Eu fiquei a matutar no assunto e confesso que estou preocupado. Se o critério for para manter será que voltamos ao tempo em que se sacrificava alguém, normalmente uma donzela, para receber as benesses dos Deuses??
Não concordo contigo quando dizes que a Celtejo, aquela empresa de celulose que meteu um processo em tribunal contra um ambientalista, em defesa do seu bom nome, não tem um bom nome. É verdade que se chamasse Blacktagus teria um nome mais modernaço mas mesmo assim, acho Celtejo um nome bonito. A seguir a Hermengarda e Capitolina, acho que é dos nomes mais bonitos que já ouvi, juro.
E chegado aqui, tenho uma declaração de interesses a fazer. Quando era adolescente e andava a estudar um professor de Química levou a minha turma àquela empresa de Vila Velha de Ródão para uma visita de estudo inesquecível. Eu fui o herói daquela tarde. Fui o único que aguentou a visita sem fugir a sete pés do inenarrável cheiro a ovos podres e isso agradou ao docente que chegou a aumentar a minha nota de oito para quinze valores, embora a tivesse baixado outra vez no período seguinte depois de descobrir que eu sofria de anosmia (perda de olfacto).
Termino com uma menção a pessoas que gerem entidades públicas sem perderem tempo a dar explicações ao público. Nelson Carvalho, do CRIA, António Branco, da USF Santa Maria de Tomar, e Maria Sofia Theriaga Gonçalves, da ACES Médio Tejo, são os meus preferidos. Para eles eu daria o prémio Troika Muda. A democracia deve-lhes muito Serafim. Deve-lhes mesmo muito, acredita!!!
Saudações vigorosas
Manuel Serra d’Aire

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