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Condenada a 14 meses de prisão por impedir filha de ver o pai
Gonçalo Russo só vai ficar satisfeito quando puder estar com a filha

Condenada a 14 meses de prisão por impedir filha de ver o pai

Tribunal de Santarém entendeu suspender a pena de prisão a Zita Amaral mas aplicou a obrigação da arguida permitir que a filha, actualmente com 11 anos, se relacione com o pai. A menor está há seis anos sem poder ver o pai.

Edição de 26.04.2018 | Sociedade

O Tribunal de Santarém condenou Zita Amaral a 14 anos de prisão pelo crime de subtracção de menor. O colectivo de juízes entendeu suspender a pena de prisão mas aplicou a obrigação da arguida permitir que a filha, actualmente com 11 anos, se relacione com o pai, Gonçalo Russo, em regime de visitas ou guarda partilhada.
O tribunal considera que os factos são graves e que Zita Amaral quis privar o pai de se relacionar com a filha. “O grau de ilicitude é muito elevado e a menor está há seis anos sem poder ver o pai. Ambos os progenitores são fundamentais para o crescimento saudável da criança”, referiu a juíza, acrescentando que este tipo de condutas começa a acontecer com frequência em Portugal.
No final da audiência, Gonçalo Russo estava aliviado com a decisão mas não se mostrou totalmente satisfeito. “A gravidade dos actos requeria que houvesse o cumprimento de uma pena de prisão efectiva, até para salvaguardar outros casos como o meu. Vamos ver se a mãe da minha filha cumpre com a decisão do tribunal, o que eu duvido que aconteça”, afirma.
O pai de Iara Amaral Russo diz que com esta decisão do Tribunal de Santarém foi dado um passo para que se cumpra com os direitos da sua filha em estar com o pai. “Vou aguardar o desenrolar do processo. Só vai ficar realmente satisfeito quando puder estar finalmente com a minha filha”, realçou.
Em sessão anterior do julgamento, a juíza do Tribunal de Santarém considerou que o comportamento de Zita Amaral é altamente censurável. “É importante que a sua filha, quando tiver maturidade, saiba que o pai esgotou todas as possibilidades para ver a filha e que tenha provas disso. Não desista de lutar pela sua filha e vá até ao fim com essa luta”, referiu na altura, dirigindo-se a Gonçalo Russo, que desde Janeiro de 2012 não vê a filha.
O empresário de Almeirim disse em tribunal, na sessão realizada a 21 de Março deste ano, não ser justo para nenhum pai o que lhe está a acontecer, estando há mais anos sem ver a filha do que aqueles que conviveu com Iara. “Até hoje ninguém quis saber dos direitos da minha filha. Espero que finalmente seja feita justiça porque têm sido anos de terror da minha vida. Sempre pensei que houvesse justiça que fizesse cumprir os direitos da minha filha e os meus”, afirmou Gonçalo Russo.

Condenada a 14 meses de prisão por impedir filha de ver o pai

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