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Autarcas de Abrantes preocupados com futuro de empresas
Luís Alves, presidente da União de Freguesias de S. Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo

Autarcas de Abrantes preocupados com futuro de empresas

Insolvência da Frasam e inactividade da Tectania debatidas na assembleia municipal.

Edição de 12.12.2018 | Economia

Os problemas que algumas empresas do concelho de Abrantes enfrentam foram motivo de debate na última sessão da assembleia municipal, realizada na sexta-feira, 30 de Novembro. O presidente da União de Freguesias de S. Miguel do Rio Torto e Rossio ao Sul do Tejo, Luís Alves, manifestou preocupação relativamente ao futuro da Frasam – Fundições, do Rossio ao Sul do Tejo, que está em processo de insolvência.
“O Rossio está a ser esvaziado. E agora o caso da Frasam está a preocupar muito a população”, referiu Luís Alves. “Pelo que tenho conhecimento, 40 pessoas já foram despedidas e as outras 43 irão pelo mesmo caminho”, disse.
Já a bancada do PSD levou à assembleia uma moção, que foi tornada em recomendação, que sugere aos investidores da empresa Tectania – Tecnologia Automóvel, Lda. (localizada no Tagusvalley) irem a uma assembleia municipal extraordinária apresentar o seu projecto de investimento e dar a conhecer o estado da sua implementação, uma vez que aquilo que foi “inicialmente preconizado ainda não foi cumprido”. A moção foi aprovada por maioria, com apenas uma abstenção.
A empresa prometia, em Maio deste ano, o início de actividade até Setembro e a criação de oito postos de trabalho. “Até agora não conhecemos qualquer actividade”, referiu a deputada do Bloco de Esquerda, Joana Pascoal, antes da moção social-democrata ser apresentada, no período antes da ordem do dia.
O projecto da Tectania previa um rápido crescimento e chegou mesmo a apontar a criação de cinco vezes mais postos de trabalho, em 2019, atingindo os 296 trabalhadores, em 2025. A Tectania dedica-se à investigação e fabrico de veículos automóveis e motociclos para o segmento Off-Road. Trata-se de um investimento privado, com capital brasileiro, que ronda os 44 milhões de euros. Na altura a câmara apoiou o projecto através de isenções de natureza fiscal e tributária.
João Gomes, vice-presidente da Câmara de Abrantes foi quem, na ausência da presidente do município, Maria do Céu Albuquerque, respondeu aos deputados. Segundo o autarca, o atraso na instalação da Tectania deve-se ao facto de os dois sócios serem de nacionalidade brasileira, país que atravessa grande instabilidade. Reforçou ainda que a câmara está a acompanhar o processo, mas que “caberá aos investidores” aceitarem este convite para prestar esclarecimentos.
Quanto à Frasam, João Gomes referiu que já houve uma reunião com a PME Investimentos e a direcção da empresa “para saber se havia algo que poderia ser feito para evitar a insolvência e não houve boas notícias”. Acrescentou que a empresa vai mesmo entrar em insolvência. “Aguarda o decreto do tribunal, mas esperamos que apresente um plano de reestruturação que possa ser aprovado e continuar a operar”, concluiu.

Autarcas de Abrantes preocupados com futuro de empresas

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