Quando andava na escola primária gostava mais de português, de matemática, ou a escola não lhe deixou grandes recordações?
A escola deixou-me recordações fantásticas, mas não foi pelo português nem pela matemática, foi mais pelos intervalos.
Alguma vez se sentiu esmagado pela beleza de alguém ou de alguma coisa?
Ainda hoje, quando olho para a minha mulher.
Era capaz de dar trezentos euros por uns sapatos?
Claro que sim, não sou esbanjador, mas gosto de peças de qualidade.
Já alguma vez foi mandado parar numa operação stop? Como reagiu?
Sim, já me aconteceu. Mesmo estando tudo bem, temos sempre a sensação que vai correr tudo mal, mas as operações stop são muito importantes.
Ainda tem tempo para tomar o pequeno-almoço em casa ou toma-o no café ao pé do emprego?
Não tenho o hábito de tomar o pequeno-almoço.
É capaz de cantar um fado ou uma canção do princípio ao fim? Qual?
Apesar de ser péssimo a cantar, sei todas as músicas dos Mamonas Assassinas.
Se vir alguém deitar lixo para o chão diz-lhe alguma coisa?
Não digo nada, porque nunca sabemos qual a reacção da outra pessoa. Mas é uma coisa que me irrita bastante.
Costuma utilizar auto-estradas mesmo tendo estradas alternativas?
Prefiro sempre auto-estradas, porque não tenho paciência para fazer viagens e quero sempre que sejam o mais rápidas possível.
Já fez alguma viagem de férias a um país estrangeiro? Qual vai ser a próxima?
Já fiz algumas viagens, como Cabo Verde, Tunísia, República Dominicana, entre outras. A próxima ainda não está escolhida, mas deverá ser um país com uma boa praia.
Em quantas localidades viveu até agora, desde que nasceu? Foi bom ou mau?
Nasci e fui criado em Almeirim, mas a vida levou-me para Lisboa e Cascais, onde vivi alguns anos. Foi muito bom. É bom sairmos da nossa zona de conforto e abrir novos horizontes.
Estamos na era do digital, acha que facilita a vida das pessoas o facto de estarmos “sempre ligados e contactáveis”?
A era digital traz sem dúvida muitas coisas boas, o contacto com pessoas que raramente vimos, mas afasta as mais presentes.
Com que idade é que acha que se vai reformar?
Espero não me reformar muito tarde, quero aproveitar a reforma ainda em boas condições.
Costuma comprar um jornal pelo que vê na primeira página?
Compro os jornais habituais, independentemente da capa.
Durante quanto tempo é capaz de guardar um segredo?
Pelo menos enquanto a pessoa que me contou estiver comigo… Estou a brincar, sou muito bom a guardar segredos, mas detesto.
Este ano foi um bom ano para si? O que espera do próximo?
Foi um excelente ano. A abertura da Maider Clinic foi o ponto alto sem dúvida. Para o próximo ano espero que a Maider continue a crescer e a melhorar a
auto-estima das pessoas, que é para isso que trabalhamos.
Existe algum animal que gostasse de ter e não pode?
Adoro animais, queria ter todos, mas prefiro que eles estejam no seu habitat natural.
Há alguma coisa pela qual ainda valha a pena lutar até à morte, se necessário for?
Liberdade. É sem dúvida o nosso bem mais precioso. Estamos numa época em que, infelizmente, a nossa liberdade começa a estar em causa e temos que lutar por ela.
O que sente quando vê pessoas a pagar promessas de joelhos em Fátima?
Prefiro não responder.
Qual é o seu truque para manter a calma perante um imprevisto?
Respirar fundo, é a melhor maneira de me acalmar.
Tem alguma superstição ou hábito regular?
Só em jogos do Benfica.
Tenta aproveitar as promoções dos supermercados ou não liga e compra apenas o que precisa?
Compro o que preciso, mas se o que preciso tiver promoção compro em maior quantidade.
Que conselho daria ao primeiro-ministro?
Olhar mais pelas pessoas necessitadas e permitir que uma pessoa com o ordenado mínimo consiga ter uma vida digna, o que infelizmente não acontece.
O voto devia ser obrigatório?
Sempre fui a favor dessa medida. Mas tendo em conta o rumo das últimas eleições, é melhor não.
O que punha a funcionar na sua terra que não existe?
Trazia o Estádio da Luz para cá.
Gostaria que os seus filhos seguissem as suas pisadas em termos profissionais?
Não tenho filhos, e é melhor os meus gatos não saírem de casa.


