Marina Francisco
Vitriu – Multiópticas, Ortoptista, Fátima
Quem lhe contava histórias quando era criança?
A minha avó. Ainda hoje tem sempre uma história para contar.
Ainda é capaz de elogiar a beleza de alguém ou prefere não o fazer para não ser mal interpretada?
Sou capaz de elogiar a beleza, no entanto, acho que existem formas correctas para o fazer sem que seja considerado assédio.
Gostaria de viver numa cidade sem semáforos nem sinais de trânsito?
Não gostaria de viver numa cidade dessas, de maneira alguma.
À mesa, branco ou tinto?
Não consumo bebidas alcoólicas, à mesa apenas água.
Sabe algum refrão de uma cantiga popular? Qual?
Sim, “Oh Laurindinha vem à janela”. A minha filha canta esta com muita frequência.
Era capaz de viver sem música?
Não, adoro ouvir música. A música é sempre uma companhia.
Se lhe oferecessem bilhetes para a ópera ia ver, mesmo que fosse obrigatório usar vestido de noite?
Sem problema. Acho que todos os momentos exigem um ‘dress code’ associado e a ópera é um deles.
Costuma praticar exercício físico? Em casa ou no ginásio?
Não pratico exercício.
Gosta mais do campo ou da cidade? Porquê?
Campo, sem dúvida. Gosto de andar no jardim e estar ao ar livre. Sou menina de campo.
Já fez alguma viagem de férias a um país estrangeiro? Qual foi? Qual vai ser a próxima?
Fui a Espanha, França, México e Cabo Verde. A próxima ainda não está definida. Somos uma família de cinco elementos e terá de ser bem pensada.
Quem gostaria de ser se não fosse quem é?
Gosto de quem sou, não mudaria nada.
Quantos amigos já tem no Facebook? O que acha das redes sociais?
Sinceramente, não controlo o número de amigos no Facebook. Apenas aceito e convido pessoas que realmente conheço. Acho que as redes sociais por vezes servem para criar mal-entendidos, pois as pessoas julgam muito pelo que lêem.
O que o leva a mudar frequentemente de canal quando vê televisão?
A procura de um assunto diferente e a possibilidade de escolha.
Se lhe saísse o Euromilhões qual era a primeira coisa que fazia?
Iria viajar com a minha família, para dar a conhecer às minhas filhas outras realidades.
Lê as notícias em jornais ou prefere a internet?
Na internet, por ser mais prático.
Ler jornais é saber mais?
Temos de ter algum espírito crítico.
Deposita dinheiro em contas de solidariedade quando os números das mesmas são divulgados?
Não faço isso. Tenho algumas dúvidas sobre a aplicação do mesmo. Prefiro ajudar com bens físicos.
Quando é que tem ciúmes?
Não tenho ciúmes, por norma.
Durante quanto tempo é capaz de guardar um segredo?
Até morrer.
O ano que terminou foi um bom ano? O que espera de 2026?
Foi um bom ano e ter saúde é o fundamental. Espero que este novo ano, traga mais empatia de uns para os outros. As pessoas cada vez mais estão centradas em si próprias e acabam por ter atitudes que atingem o outro, sem necessidade.
Este mundo está perdido?
Acredito que a ganância acaba por gerar muitos dos problemas que existem no mundo, no entanto ainda existem pessoas boas.
O que gostava de fazer e não faz para não cair no ridículo?
Nada. O que realmente quero fazer, faço. Não sofro com o julgamento dos outros.
O que tem que fazer um homem para ser um verdadeiro homem?
Um verdadeiro homem tem que saber escutar, saber ler-nos apenas no olhar.
O que sente quando vê pessoas a pagar promessas de joelhos em Fátima?
Sinto uma grande emoção e acredito que deve existir um grande motivo, ou um grande sofrimento dessas pessoas ao fazerem essas promessas.
Qual é o seu truque para manter a calma perante um imprevisto?
O primeiro passo é o controlo da respiração, através dela conseguimos controlar o corpo, a partir daí é encontrar uma solução.
Tem a profissão que gostaria de ter?
Não foi a profissão que imaginei, mas já não me imagino a fazer outra coisa. Poder ajudar o outro deixa-me muito orgulhosa.
Qual o objecto que nunca fica em casa?
O telemóvel, para poder estar em contacto com a minha família.
O voto devia ser obrigatório? Porquê?
Votar não deve ser obrigatório. No entanto, ao não votarmos também deixamos de dar a nossa opinião sobre o que realmente pretendemos para o nosso país.
A Justiça em Portugal é mesmo igual para todos?
Nem todos têm a mesma possibilidade de se defender.


