Como gostaria de marcar a sua passagem pelo planeta?
Gostava que fosse marcada pela humildade de ter dado a mão ao próximo sem pré-julgamentos, sem ódio, porque, hoje em dia, ainda se vê muito disso, principalmente com a patologia de esquizofrenia. As pessoas são muito cruéis. A sociedade não está preparada para lidar com essas pessoas. O tema ainda é tabu.
Lembra-se da última vez que usou a bicicleta como meio de transporte?
A última vez que usei a bicicleta como meio de transporte foi há cinco anos, para vir para o trabalho.
Quando está a almoçar ou a jantar com a família ou amigos, se houver alguém que passa o tempo a consultar o telemóvel, isso incomoda-o?
Desde que voltei a Almeirim estou mais com a família e nós falamos muito entre nós. À mesa estamos sem telemóvel. Já passamos tão pouco tempo juntos durante a nossa vida… para quê o telemóvel.
A que petisco não resiste?
Normalmente não sou de petiscar, mas uma das minhas comidas favoritas é arroz de alho, com carne frita, feito pela minha tia materna.
Alguma vez assistiu a uma tourada ao vivo? O que achou?
Sim, já assisti a uma tourada ao vivo. Vivo em Almeirim há vinte anos, mas não sei precisar o ano. Gostei, não sou contra as touradas.
Alguma vez escreveu um poema? Era dedicado a alguém?
Para ser sincero, acho que nunca escrevi um poema.
Qual foi o livro e o filme que viu ou leu nos últimos tempos?
Livros é raro ler, agora filmes, vejo muitos. O último que vi foi um da série Alien, com a Sigourney Weaver.
É capaz de cantar um fado ou uma canção do princípio ao fim?
Sim, a canção “Eu sei” da Sara Tavares. Adoro a voz dela.
Costuma assistir a concertos de Verão? Quais os que não perde?
Já tenho assistido a concertos de Verão, mas é coisa rara porque não há muito ‘carcanhol’.
Costuma praticar exercício físico? Em casa ou no ginásio?
Outra coisa rara, veja bem. Não sei se caminhadas contam como exercício físico, mas também há muito tempo que não as faço.
Costuma fazer habitualmente a separação dos lixos domésticos?
Sim, faço sempre. Foi um hábito que adquiri e era necessário que todos o fizessem.
Como é um dia bem passado?
Estar com os meus tios e para família materna ou estar com amigos e ver uns filmes e séries.
Qual é a pior coisa que lhe podem fazer?
Mentirem-me ou serem falsos, hipócritas e cínicos. Todos nós erramos e há que assumir! Às vezes também falho, não sou perfeito, longe disso. Infelizmente ainda se vê muito maldizer. É o pão nosso de cada dia.
De quantas horas de sono precisa para acordar bem-disposto?
Para acordar bem-disposto preciso de pelo menos seis horas bem dormidas.
Gosta de comemorar o seu aniversário?
Não ligo muito a isso. Haja saúde é o que interessa… e trabalho!
Uma boa discussão é saudável, ou saudável é evitar discussões?
Uma boa discussão é saudável, mas às vezes é preciso ter capacidade de não dar muita importância e evitar algumas.
Lembra-se da maior extravagância que fez na sua vida?
Extravagâncias, só com telemóveis!
Quais as qualidades que mais aprecia numa pessoa?
As qualidades que mais aprecio numa pessoa são a lealdade e a sinceridade.
Qual é o seu maior defeito?
O meu maior defeito é a teimosia. E também quando me chamam a atenção (agora já nem tanto), fico de “trombas” e não consigo disfarçar, porque não gosto que o façam. Mas eu sei que, às vezes, é necessário e quando o fazem é só para o meu bem.
Tem alguma tatuagem ou já pensou em fazer uma?
Não tenho tatuagens até à data, mas já pensei várias vezes em fazer. Mas é uma coisa que tem de ser feita com cabeça.
Que conselho daria ao primeiro-ministro?
Seria muita presunção minha, mas se ele quisesse, dir-lhe-ia para organizar melhor o SNS e pensar primeiro nos portugueses.
A Justiça em Portugal é mesmo igual para todos?
Não. A Justiça não é igual para todos. Existe muita desigualdade e penso que tem tudo a ver com dinheiro.
Sabe o nome de algum deputado eleito pelo círculo eleitoral de Santarém?
Não.
Se o Pai Natal lhe desse a escolher um presente para oferecer à sua terra, o que seria?
Deixei de acreditar no Pai Natal aos 6 anos de idade, mas na eventualidade disso acontecer, o presente que eu oferecia a Almeirim seria mais união entre as pessoas. A união faz a força.


