Quem lhe contava histórias quando era criança?
Principalmente os meus avós. Tinham sempre histórias para contar, muitas delas ligadas à vida no campo e à comida, o que acabou por influenciar bastante o meu gosto pela cozinha.
Quando andava na escola primária gostava mais de português, de matemática ou a escola não lhe deixou grandes recordações?
Gostava mais de português, talvez por causa das histórias e da imaginação. Ainda assim guardo boas recordações dessa fase.
Do que é que sente mais saudades?
Da infância, sem dúvida. Era tudo mais simples, havia mais tempo para aproveitar os pequenos momentos.
Qual é a sua especialidade?
A minha especialidade é uma cozinha que cruza o tradicional português com técnicas contemporâneas.
Quem gostava de convidar para lanchar?
Gostava de reunir a família toda. Com a correria do dia a dia, nem sempre é fácil estarmos juntos, e esses momentos são os mais importantes.
Era capaz de viver sem música?
Não. A música faz parte do dia a dia, seja na cozinha ou nos momentos de descanso.
Já visitou algum museu da região?
Sim, já visitei alguns em Santarém. Gosto particularmente dos espaços que contam a história da região e das suas tradições.
É adepto de algum clube? Qual foi a maior «loucura» que fez pelo seu clube?
Sou adepto do Sporting Clube de Portugal. Já fiz algumas viagens de propósito para ver jogos importantes — faz parte da paixão.
Fecha a água enquanto escova os dentes ou enquanto se ensaboa no banho ou não dá tanta importância ao desperdício de água?
Tenho essa preocupação. Tento evitar desperdícios sempre que possível.
Gosta mais do campo ou da cidade?
Gosto dos dois, mas talvez mais do campo, pela tranquilidade e pela ligação à natureza.
Se pudesse encarnar uma personagem por um dia, qual escolheria? Porquê?
Talvez um grande ‘chef’ de renome internacional, para sentir a responsabilidade e a criatividade ao mais alto nível.
Estamos na era do digital, acha que facilita a vida das pessoas o facto de estarmos “sempre ligados e contactáveis”?
Facilita em muitos aspectos, mas também é importante saber desligar. O equilíbrio é fundamental.
Consegue perceber tudo o que está escrito no contrato de um seguro ou de um empréstimo bancário, por exemplo? E tenta lê-los, ou limita-se a assinar e a esperar que tudo corra bem?
Tento sempre ler tudo com atenção, mas reconheço que nem sempre é fácil perceber todos os detalhes.
A quem é que colocava a “cabeça no cepo”, metaforicamente falando?
Prefiro não responder dessa forma. Acredito mais no diálogo e na resolução dos problemas.
Deitar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer?
Na minha profissão nem sempre é possível, mas acredito que o descanso é essencial.
Existe algum animal que gostasse de ter e não pode?
Gosto muito de cães, mas a disponibilidade nem sempre permite ter um.
Gosta de comemorar o seu aniversário? Qual o melhor presente que já recebeu? E o mais divertido?
Gosto de celebrar de forma simples. O melhor presente é estar com quem gosto. Os mais divertidos são sempre os inesperados.
Qual a promessa que fez a si próprio mais vezes no início de cada ano e que vai continuar a fazer porque ainda não conseguiu cumpri-la?
Ter mais tempo livre para mim e para a família — é um desafio constante.
Tem a profissão que gostaria de ter?
Sim. É uma profissão exigente mas apaixonante. Permite-me criar e fazer os outros felizes através da comida.
Tem alguma superstição, ou hábito regular?
Não sou muito supersticioso, mas gosto de manter rotinas no trabalho.
O voto devia ser obrigatório?
Acho que o voto é um direito muito importante, mais do que uma obrigação. Deve ser exercido com consciência.
A Justiça em Portugal é mesmo igual para todos?
Idealmente deveria ser mas ainda há aspectos a melhorar.
O que punha a funcionar na sua terra que não existe?
Mais iniciativas ligadas à gastronomia local, que valorizem os produtos e os produtores da região.
Qual a tradição que nunca podemos deixar morrer?
As tradições gastronómicas portuguesas — fazem parte da nossa identidade.
Os jovens estão motivados para manter as tradições?
Alguns sim, especialmente quando percebem o valor cultural e profissional que elas têm.
Gostaria que os seus filhos seguissem as suas pisadas em termos profissionais?
Se for a paixão deles, sim. O mais importante é fazerem aquilo que gostam.


