Agora Falo Eu | 29-04-2026 18:00

Carla Girardin

Carla Girardin

Técnica de contabilidade, Traduz Resultados, Lda., Porto Alto

Quando andava na escola primária gostava mais de português, de matemática ou a escola não lhe deixou grandes recordações?
Gostava de ambas, no entanto, tive sempre um gosto especial por números. E tenho muitas memórias boas da escola primária e dos amigos dessa época. Todos os anos, pelo menos uma vez, reunimo-nos para um dia muito bem passado. Foi a época em que deixei de ser menininha do vestido para a Maria-Rapaz que andava sempre metida em pancadaria. Fizeram-me aprender no 1º dia de escola... Levei, não sei porquê, e passei a dar. Sempre aprendi tudo com muita facilidade.
À mesa, de que lado do prato é que deve ser colocado o telemóvel ou smartphone?
Fora da mesa, se faz favor.
Alguma vez pensou escrever um livro?
Sim, até comecei a escrever umas belas páginas, sobre mim. Apaguei tudo a dada altura da vida, coloquei uma pedra no assunto. Reviver certas situações menos boas era chamá-las de novo. Hoje caminho com mais serenidade, a minha consciência está tranquila. Essa paz não tem preço. Sou quem sou, sem filtros, sem pedir desculpas por existir. Isso basta mais do que qualquer aprovação barulhenta do mundo. A minha verdade não precisa de plateia.
Qual foi o livro e o filme que viu ou leu nos últimos tempos?
(Riso) Livro foi o Código do IVA e para filmes não tenho tempo, nem paciência. E além disso, o cansaço é superior e adormeço. Depois tenho os outros filmes de “terror”, como dar a volta aos portais da Segurança Social e da Autoridade Tributária sem perder a paciência.
Costuma fazer habitualmente a separação dos lixos domésticos?
Não faço porque, onde vivo, ainda não existe local para colocar. Mas penso que é uma treta. Vai tudo para os aterros e andam as pessoas a ter esse trabalhinho para nada. Posso estar enganada, mas... tudo indica que estou certa.
Já fez alguma viagem de férias a um país estrangeiro? Qual vai ser a próxima?
Sim, algumas. Guardo para mim. A próxima já está pensada, posso apenas dizer que é um país ainda quase virgem (tal como eu… ah!ah!ah! faço anos em Setembro), sem os grandes hotéis e turismo insustentável, no continente africano. Viajar é viver, aprender, conhecer, abrir horizontes, existem culturas que me atraem bastante. Quem nunca viajou parou no tempo.
Alguma vez teve a tentação de ler um manual de instruções de um electrodoméstico que tenha acabado de comprar?
Sim, desde há uns anos. Tenho a particularidade de partir tudo onde coloco a mão e, por isso, opto por ler primeiro os manuais, para ter menos prejuízo.
Deposita dinheiro em contas de solidariedade quando os números das mesmas são divulgados?
Não. Penso que o Estado é que tem que ajudar essas causas, com os meus impostos, com os nossos impostos “gigantes”.
O que gostava de fazer e não faz para não cair no ridículo?
O que gosto e quero fazer, faço. O que é cair no ridículo? Não faz parte da minha forma de vida estar à mercê da opinião de terceiros que nada me acrescentam. Ridículo é deixar de fazer seja o que for, por receio de ser mal interpretada. Tornei-me indiferente às opiniões alheias.
Tem alguma tatuagem ou já pensou em fazer uma?
Não tenho e, sim, pensei fazer. Mas repensei e chego à conclusão que fiz bem não ter feito.
O voto devia ser obrigatório?
Não, ou estaria eu sempre a prevaricar. Existem duas coisas que não me dizem nada, política e religiões. Não sou de seguir o rebanho em coisa nenhuma.
A Justiça em Portugal é mesmo igual para todos?
Não, não é... Nem a justiça, nem a saúde, nem quase nada.
Qual a tradição que nunca podemos deixar morrer?
Não sou fã de tradições, prefiro o novo e desconhecido. Tradições são pactos para não desagradar, na maioria dos casos. Eu sou livre.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias