António Santos
Técnico de manutenção na CP, sócio gerente da Inphysio – Golegã
Do que sente mais saudade?
Tenho saudades de quando era mais jovem. Penso nessa altura e teria mudado uma coisa ou outra na minha vida.
Ainda é capaz de elogiar a beleza de alguém ou prefere não o fazer para não ser acusado de assédio?
Há várias formas de elogiarmos alguém, sem que a outra pessoa pense que está a ser assediada. Mas também é preciso saber avaliar se tal pessoa é digna de tal elogio.
Já alguma vez foi mandado parar numa operação stop? Como reagiu? O que acha destas operações?
Já fui mandado parar em várias, e reagi com calma, pois não tenha nada a temer. Acho bem estas operações.
Lembra-se da última vez que usou a bicicleta como meio de transporte?
Tinha talvez 20 anos, antes de ter carro próprio. Depois disso, andar de bicicleta só mesmo para fins desportivos.
Ainda tem tempo para tomar o pequeno-almoço em casa ou toma-o no café ao pé do emprego?
Geralmente o meu pequeno-almoço é um iogurte líquido, mas às vezes, quando chego ao emprego, como mais alguma coisa.
Quem gostava de convidar para lanchar?
A minha esposa e a minha filha. No meio da correria do dia-a-dia, todos os momentos que houver para estar com elas, com calma, são bem-vindos.
Alguma vez assistiu a uma tourada ao vivo? O que achou?
Já assisti a varias e gosto bastante. Sou aficionado e fascina-me a coragem, principalmente dos forcados, de desafiar um animal que fisicamente é muito superior a um ser humano. Também me fascina o nível de ensino que os cavalos têm, para andarem na lide dos touros.
Alguma vez pensou escrever um livro? E se escrevesse um, escrevia sobre que assunto?
Nunca me passou tal coisa pela cabeça, mas se escrevesse talvez fosse sobre os benefícios de ter um trabalho nas férias da escola durante a adolescência. Foi algo que se passou comigo e que me preparou imenso para a vida adulta.
Costuma praticar exercício físico? Em casa ou no ginásio?
Desde há uns anos que não pratico. Naturalmente isso reflectiu-se no corpo, mas quero ver se agora volto a praticar.
Em quantas localidades viveu até agora, desde que nasceu? Foi bom ou mau?
Em duas. Vales de Cima, onde cresci, e desde que me casei fui viver para Pé de Cão, porque é a terra onde a minha esposa cresceu e um tio dela tinha a casa dos avós à venda, que comprámos pelo valor sentimental para ela. Foi boa a mudança e gosto muito dos meus vizinhos, mas a minha terra, será sempre a minha terra. E como fica a cinco quilómetros de Pé de Cão vou lá regularmente.
Quem gostaria de ser se não fosse o que é?
Gostaria de ser mecânico de máquinas de terraplenagem. Fui criado no meio da construção civil, e desde pequeno sempre gostei dessas máquinas. E como gosto de mecânica é algo que me via a ser profissionalmente.
Tem conta em redes sociais? Melhoraram a sua vida?
Tenho redes sociais e uso com frequência. Quanto a melhorar a minha vida, só se for por manter contacto com pessoas que não vejo com regularidade. Tirando isso não vejo em que possam melhorar a minha vida.
A quem é que colocava a “cabeça no cepo”, metaforicamente falando?
A algumas pessoas conhecidas por crimes financeiros que levaram a que outras pessoas ficassem sem as poupanças de uma vida inteira. Não consigo imaginar a tristeza que será trabalhar uma vida inteira e de repente ficar sem nada.
O que tem que fazer um homem para ser um verdadeiro homem?
Fazer por ser respeitado. E isso aplica-se dentro e fora de casa.
O ano passado foi um bom ano? E como está a ser este?
O ano de 2025 foi bastante normal e pacato, até sensivelmente ao mês de Maio, que foi quando eu e a minha esposa decidimos que estava na altura de abrir uma clínica de fisioterapia. A partir desse mês houve uma carga enorme de decisões a tomar, de pesquisa, de obras e licenças que nunca mais tinha fim, mas no geral foi bom. O ano de 2026 é desafiante, pois não é fácil implementar no seio de uma vila ribatejana o conceito de uma clínica de fisioterapia em que se prima pela qualidade do serviço e atenção ao utente, que sempre foi o grande objectivo da minha esposa na sua vida profissional.


