Hélder Condeço
Turconder – Turismo e Consultoria Lda., Santarém
Alguma vez escreveu um poema?
Gosto de poesia e de escrever, mas é um dom que não é para qualquer um!
Do que é que sente mais saudades?
Sinto saudade do tempo em que a vida era menos virtual e mais real; do tempo em que não havia telemóveis em cima da mesa e as conversas eram a forma mais usada na comunicação entre família e amigos.
Se vir alguém deitar lixo para o chão diz-lhe alguma coisa? Que resposta costuma receber?
Já cheguei a apanhar lixo que pessoas deitaram para o chão e dizer-lhes que são atitudes que não se devem ter. As respostas nem sempre foram simpáticas.
Qual foi a melhor viagem (ou passeio) que fez até hoje?
A melhor viagem durou 28 dias. Foi em trabalho com o Orfeão de Leiria. Percorremos vários países europeus, onde deu para conhecer os seus povos, a sua história e padrões de vida.
Em quantas localidades viveu até agora, desde que nasceu? Foi bom ou mau?
Em solteiro acompanhei os meus pais num período de instabilidade social. Tive, de certa forma, uma vida nómada, o que não foi nada bom para mim. Vivi em Vale de Cavalos, Chamusca, Carregueira e Alpiarça. Quando casei, em 1988, é que me fixei em Santarém, onde ainda permaneço. Sou ribatejano de coração e escalabitano por adopção.
É aficionado?
Sou ribatejano, logo gosto de cavalos, dos toiros e do ambiente da festa brava. Contudo, a forma (primitiva) de lidar com os animais precisa de evoluir.
Verão é tempo de festas populares. Quais as festas a que não falta?
As festas populares são eventos onde temos oportunidade de encontrar familiares, amigos de longa data e conhecer e fazer novas amizades. Sempre que posso, vou ao festival das sopas, que ocorre no Verão em Vale de Cavalos, aldeia onde nasci.
É adepto de algum clube? Qual foi a maior ‘loucura’ que fez pelo seu clube?
Sou simpatizante do Benfica. E já cometi algumas loucuras, mas nunca por causa do desporto.
Se pudesse encarnar uma personagem por um dia, qual escolheria?
O Capitão Salgueiro Maia. Porque na minha opinião, não terminou o que começou!
Quando é que tem ciúmes?
Penso que todo o animal que tem sentimentos sente ciúmes. Por bens materiais e intelectuais, amor, amizade, beleza, posição sociocultural, todos sentimos de alguma maneira ciúmes. Agora tem é de ser de forma controlada para não haver atitudes de sociopatia. O ciúme é, de certa forma, desejar ter o que os outros têm, ou que não deveriam ter.
O que é que lhe provoca um sono irresistível?
O cansaço físico e depois um bom petisco acompanhado com um bom vinho.
E a que petisco não resiste?
A uma mão de vaca com grão, acompanhada por um bom vinho tinto.
Há alguma coisa pela qual ainda valha a pena lutar até à morte se necessário for?
Há!! A honra e dignidade.
Qual é o seu truque para manter a calma perante um imprevisto?
Não tenho “truque”. Perante um imprevisto: analisar, ponderar e agir.
Tem alguma superstição, ou hábito regular?
Não sou supersticioso e tenho o hábito de não fazer aos outros aquilo que não gostaria que me fizessem.
Subscrevia uma proposta para termos outro hino nacional?
Se bem que “às armas… contra os canhões” apele à guerra, a identidade de um povo não se muda!
Sabe o nome do seu médico de família? Há quanto tempo não o vê?
Sei o nome, mas não a vejo há algum tempo, porque é chefe de uma equipa de médicos. Sou atendido pelos seus assistentes.
Alguma vez deu sangue?
Sim, já dei, porque foi necessário num imprevisto.
Se o Pai Natal lhe desse a escolher um presente para oferecer à sua terra, o que escolhia?
Não acredito no Pai Natal! Se dependesse só de mim, oferecia à minha terra a possibilidade do seu Centro Histórico ser uma réplica daquilo que foi no passado.


