Verónica Oliveira
Tesoureira da União de Freguesias de Parreira e Chouto
Alguma vez pensou escrever um livro? E se escrevesse um, escrevia sobre que assunto?
Em criança gostava de escrever histórias a partir de imagens. Contudo, nunca pensei escrever um livro. Se tivesse de o fazer, seria algo sobre memórias do antigamente.
Do que sente mais saudades?
Sinto saudades das minhas festas de aniversário com toda a família. Sinto falta daquela alegria... Infelizmente, hoje em dia, muitos já não estão presentes e o espaço vai ficando cada vez mais vazio.
Alguma vez assistiu a uma tourada ao vivo?
Vi uma vez e não apreciei.
Se lhe oferecessem bilhetes para a ópera ia ver, mesmo que fosse obrigatório usar vestido de noite?
Sim, nunca assisti e julgo que seria uma experiência interessante.
Costuma praticar exercício físico? Em casa ou no ginásio?
Pratico aulas de ‘cycling’.
Ainda é capaz de elogiar a beleza de alguém ou prefere não o fazer para não ser acusada de assédio?
Desde que seja feito com respeito, julgo que será sempre bem recebido. Aliás, todos gostamos de um elogio simpático!
Gostaria de viver numa cidade sem semáforos nem sinais de trânsito?
Não. Se as cidades já são um caos com sinalização, nem quero imaginar sem ela.
Já alguma vez foi mandada parar numa operação STOP? Como reagiu?
De cada vez que me acontece sinto sempre algum nervosismo. Contudo, considero que são muito importantes e têm reflexo na nossa segurança enquanto condutores.
Lembra-se da última vez que usou a bicicleta como meio de transporte?
Sinceramente, não me recordo.
À mesa, branco ou tinto? E a acompanhar que comida?
Um branco Lagoalva, bem fresquinho, a acompanhar arroz de marisco.
Sabe cozinhar ou prefere apreciar a comida no prato?
Sei cozinhar, mas prefiro o belo do cozido da minha mãe.
Quem gostava de convidar para lanchar?
Alguém que tenha uma forma de pensar completamente diferente da minha. Seria bom para debater pontos de vista.
Costuma utilizar auto-estradas mesmo tendo estradas alternativas?
Quando tenho alguma pressa, utilizo auto-estradas. Quando tenho tempo, gosto de usar estradas alternativas para conhecer novos lugares.
Gosta mais do campo ou da cidade? Porquê?
Campo, a tranquilidade do campo é inexplicável. Só quem cá vive sabe valorizar.
Quem gostaria de ser se não fosse o que é?
Gostaria de ser historiadora. Fascina-me a ideia de perceber como certos actos e decisões tiveram, e podem ter, tanta influência no mundo.
Estamos na era do digital. Acha que facilita a vida das pessoas o facto de estarmos “sempre ligados e contactáveis”?
Aprendi com a minha orientadora do mestrado em Gestão de Empresas, Isabel dos Reis, a não ser tão resistente à mudança e perceber que o digital faz parte das nossas vidas como forma de facilitar a nossa rotina. No entanto, como tudo, sei considerar os seus prós e os seus contras.
O Facebook e as outras redes sociais melhoraram a sua vida?
Claro que sim, tornou-se fácil aceder a informação e estar dentro dos assuntos da actualidade. Mas penso muitas vezes em fazer uma pausa de todas as redes, porque as pessoas deixaram de saber respeitar os limites da liberdade de expressão e têm dificuldade em aceitar outras formas de pensar.
Quantos canais de televisão recebe em casa? São muitos ou poucos?
Tenho alguns, mas por norma utilizo as plataformas de ‘streaming’, porque prefiro ser eu a escolher o que quero ver e quando quero ver.
Se lhe saísse o Euromilhões qual era a primeira coisa que fazia?
Oferecer algo aos meus pais. Passaram a vida inteira a trabalhar arduamente para me dar estudos e garantir o meu futuro. Por isso, este seria um pequeno agradecimento.
Lê as notícias em jornais ou prefere a internet?
Em ambos. Claro que na internet é mais fácil consultar.
Deposita dinheiro em contas de solidariedade quando os números das mesmas são divulgados?
Sim, apesar de ter cada vez mais receio pela quantidade de burlas.
Está a ser um bom ano para si?
Está a ser um ano desafiante, sinto que estou numa fase de aprendizagem. Para o próximo ano, espero conseguir colocar em prática tudo o que tenho vindo a aprender e ver essas aprendizagens traduzidas em resultados.
Há alguma coisa pela qual ainda valha a pena lutar até à morte se necessário for?
Pela família.
O que tem que fazer um homem para ser um verdadeiro homem?
Deve respeitar os outros, cumprir com a sua palavra e tratar as pessoas com dignidade.


