Agora Falo Eu | 19-08-2026 07:00

Daniel Matias

Daniel Matias

Mecânico, Roques Vale do Tejo - Santarém

Era capaz de dar trezentos euros por uns sapatos?
Não. Acho um absurdo dar esse dinheiro por uns sapatos. Mesmo que tivesse muito dinheiro, nunca gastava esse valor.
Já alguma vez foi mandado parar numa operação stop? Como reagiu? O que acha destas operações?
Já fui e nunca tive qualquer problema, porque nunca tive nada em falta. Quando são bem feitas, concordo com elas. O que não concordo é quando as fazem, por exemplo, em Santarém, nas horas de ponta, quando as pessoas vão trabalhar ou buscar os filhos à escola e acabam por entupir o trânsito. Mas essa é apenas a minha opinião.
Sabe cozinhar ou prefere apreciar a comida no prato? Qual é a sua especialidade?
Sei cozinhar. A minha especialidade é peixe, de qualquer tipo. Também gosto de fazer frango no forno, mas gosto ainda mais da comida da minha esposa.
Quando andava na escola primária gostava mais de Português, de Matemática ou a escola não lhe deixou grandes recordações?
Gostava mais de Matemática. Sempre gostei mais de números do que de letras.
Ainda tem tempo para tomar o pequeno-almoço em casa ou toma-o no café perto do emprego?
Tomo sempre o pequeno-almoço em casa. Levanto-me às sete da manhã precisamente para manter esse hábito.
O que punha a funcionar na sua terra que não existe?
Um parque infantil, porque na zona das Fontainhas, em Santarém, onde moro, não existe nenhum. Também fazia falta uma caixa Multibanco.
É capaz de cantar um fado ou uma canção do princípio ao fim?
Não. Não sei nenhuma de cor.
Já visitou algum museu da região?
Sim. O Museu Nacional Ferroviário.
Se vir alguém deitar lixo para o chão diz-lhe alguma coisa? Que resposta costuma receber?
Antigamente chamava a atenção, hoje já não o faço. No entanto, vai completamente contra a minha maneira de estar. Não gosto de ver lixo no chão nem da poluição. Sou um grande defensor da natureza.
Costuma utilizar auto-estradas mesmo tendo estradas alternativas?
Sim. Ainda ontem fui passear com a minha família e utilizei a auto-estrada. É mais seguro e, apesar da portagem, acaba por compensar. Poupa-se combustível, desgasta-se menos o carro e reduz-se o desgaste do material. Quem souber fazer as contas percebe que, a longo prazo, sai mais barato.
Já fez alguma viagem de férias a um país estrangeiro? Qual vai ser a próxima? Porquê?
Já vivi um ano e meio no Brasil. A próxima viagem será novamente para o Brasil, porque tenho uma propriedade lá.
Em quantas localidades viveu até agora, desde que nasceu?
Vivi em Lisboa, em Santarém e no Brasil.
Com que idade acha que se vai reformar?
Quando comecei a trabalhar, era suposto reformar-me entre os 58 e os 60 anos. Neste momento, a Segurança Social diz que será aos 68 anos.
Costuma comprar um jornal pelo que vê na primeira página?
Raramente compro jornais. Se comprar, normalmente é O MIRANTE, por causa das notícias da região.
Existe algum animal que gostasse de ter e não pode?
Não. Tenho os animais de que gosto: um cão, galinhas, cerca de 50 carpas koi e também tartarugas.
Há alguma coisa pela qual ainda valha a pena lutar até à morte, se necessário?
Sim. Pelas minhas filhas.
Qual é a promessa que faz a si próprio todos os anos e que continua por cumprir?
Tentar ser sempre melhor do que no ano anterior. Apesar das dificuldades, dos impostos e do aumento do custo de vida, nunca baixei os braços e procuro evoluir todos os anos.
Qual é o seu truque para manter a calma perante um imprevisto?
É preciso manter a cabeça fria e agir.
Tem alguma superstição ou hábito regular?
Tenho um hábito diário: dar banho à minha filha mais nova e deitá-la.
Tenta aproveitar as promoções dos supermercados ou compra apenas o que precisa? Porquê?
Não ligo muito às promoções. Costumo ir sempre ao mesmo supermercado. Andar de supermercado em supermercado para poupar um euro acaba muitas vezes por não compensar, porque se gasta esse dinheiro em deslocações.
Que conselho daria ao Primeiro-Ministro? Porquê?
Que pensasse nos filhos e nos netos dele. A nossa geração já viveu grande parte da vida útil, mas é preciso pensar nas gerações futuras e deixar-lhes um futuro melhor.
Gostaria que os seus filhos seguissem as suas pisadas em termos profissionais?
Não. Quero que tenham uma vida e uma profissão melhores do que a minha.

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