Covid-19 | 25-03-2020 09:16

Nersant quer apoios para as empresas agora para que possam pagar impostos no futuro

Nersant quer apoios para as empresas agora para que possam pagar impostos no futuro

Associação Empresarial de Santarém diz que ninguém quer despedir colaboradores.

A Associação empresarial de Santarém - Nersant, divulgou um conjunto de propostas ao Governo, destinadas a apoiar as empresas. Segundo a associação, trata-se de medidas elaboradas com base no conhecimento real dos problemas, anseios e expectativas do tecido empresarial, que pretende manter a sua actividade e os postos de trabalho.

"Estamos certos que só com medidas directas e objectivas se conseguirá ultrapassar esta crise, minimizando os danos colaterais, muitos deles devido à pouca ousadia e incapacidade de compreender o que as empresas podem fazer. ", pede ler-se num comunicado da direcção, emitido, segunda-feira, dia 23.

No texto é dito que estudos recentes, feitos nos Estados Unidos da América, mostram que uma PME (Pequena e Média Empresa) que não factura, no período máximo de 27 dias, em média, encerra.

Ao nível do apoio directo às empresas é proposto que as empresas que recorram a linhas de crédito, devido à redução substancial das suas vendas, tenham acesso a uma linha de apoio à manutenção do emprego, para fazer face ao reembolso desse financiamento.

Defende também que esse apoio, não seja reembolsável "e seja atribuído a todas as empresas que mantenham até ao fim deste ano o nível de emprego que tiveram, em média, no 1º trimestre de 2020 e que estejam enquadradas nas actividades económicas elegíveis no âmbito das linhas de crédito de apoio à tesouraria criadas e que beneficiem dessas linhas de crédito.". O montante do mesmo deverá, segundo a proposta, ser calculado com base no número de trabalhadores.

Em termos de Segurança Social, é proposto que as empresas fiquem isentas de liquidar a TSU corresponder à sua responsabilidade, respeitantes ao 2º trimestre de 2020, "período onde mais se fará sentir o efeito da pandemia. ".

A Nersant quer que seja o Estado a negociar com a Banca, "disponibilizando as linhas de crédito e a taxa de juro de 0% para as empresas, de forma a fazer face às suas necessidades de tesouraria, incluindo o pagamento de salários e que, para as microempresas a cobertura aos bancos deva ser de 100%, de forma a evitar que dependa da banca a aprovação (salvaguardando as condições de acesso).

São também propostas medidas como o pagamento imediato dos incentivos do Portugal 2020 e que todas as linhas de crédito anunciadas tenham uma taxa de juro de 0%, bem como uma maior abrangência dos sectores abrangidos.

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