Cultura e Cidadania | 11-10-2021 17:22

As mudanças climáticas e a sociedade de consumo

Há uns anos atrás, as estações do ano marcavam o fim de um ciclo e o início de outro. Era uma certeza absoluta aquela, que todos tínhamos, de que o dia 21 de Setembro seria o mote para as folhas das árvores, até então verdinhas e viçosas, começarem a amarelar e a desprenderem-se dos troncos, cobrindo todo o chão e estalando, mesmo sob os nossos pés, e emitindo um mágico som outonal, todo ele envolto num clima de romantismo – aquele clima que encontramos na nossa amada Sintra, um quadro que tanto inspirou os nossos nobres poetas e artistas - os nossos e os outros, oriundos de outras terras e de além-mar…

Hoje em dia tudo mudou radicalmente: o verão já não é a estação dos dias claros e quentes e das noites amenas, convidativas aos passeios somente iluminados pela brilhante luz das estrelas; o inverno, de tão chuvoso que era, faz-me vir à memória, lembranças dos meus tempos de menina, em que na escola chapinhava, em belas e muito fashion botas de borracha, alegremente, nas grandes poças de água que cobriam os recreios da minha escola preparatória…

Onde estão, agora, esses marcos absolutos do nosso passado tão recente?

Tudo mudou, e o adjetivo absoluto dá lugar ao seu género feminino, aplicado em todas as formas de marketing e publicidade e de ações, que têm sido levadas a cabo, em prol da absoluta necessidade de salvar a nossa terra mãe!

O nosso planeta está desgastado… a publicidade inunda as nossas caixas de correio, as nossas televisões, e todos os meios de comunicação de massa, apelam a uma nova vida, a uma vida ecológica, que surja de entre os destroços do que foi o vil e incontido desperdício, e dê um novo fôlego à nossa inestimável Terra!

Efetivamente, “não há um plano B”, como visualizamos tantas e tão inúmeras vezes, num anúncio televisivo, e todos temos de participar, ativamente, num salvamento, que se impõe, global!

Têm-se realizado numerosas ações de sensibilização por esse mundo fora, e que têm resultado na recolha de artigos para reciclagem, em poupanças energéticas, em dosear, inteligentemente, a água potável, e em projetos escolares, de dimensão nacional, europeia e mundial, entre tantos outros…

Todos os que anonimamente se preocupam reduzem, reciclam e reutilizam, numa tentativa heróica de o planeta ajudar a salvar…

Infelizmente há, ainda, quem, ignorando o grito da Terra mãe, deite para o chão garrafas, de plástico ou de vidro, as últimas estilhaçadas pelo chão, ferindo o nosso Planeta bem no seu centro, bem no seu coração…

E há, ainda, o fogo… Essas labaredas que se erguem, impiedosas, e que por vezes também são obra da insana e vil mão humana - e mais uma dor é infligida à natureza…

Há fábricas a emitir menos gases poluentes - infelizmente nem tantas como seria de desejar…

E aparecem, já, os automóveis híbridos e os elétricos - e o que mais desejo é que rapidamente estejam ao alcance de todos nós! Esse é, certamente, o propósito de todos os que amamos o planeta e que sabemos qual o caminho a traçar - um caminho não-poluente e não prejudicial ao nosso habitat…

A destruição é algo que ocorre de forma rápida e fulminante, já a regeneração leva o seu tempo. Contudo, as nossas ações e as nossas vozes, que felizmente são já incontáveis por esse mundo fora, hão-de fazer a diferença!

Salvar o Planeta é sinónimo de salvar a vida dos nossos filhos!

A participação ativa - chave para o sucesso - é a garantia da prossecução da nossa existência, da sobrevivência da Humanidade.

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