Cultura | 02-06-2008 10:51
Neto de Humberto Delgado quer desvendar mistério da morte do general sem medo
O neto de Humberto Delgado e autor de uma biografia recente sobre o “General Sem Medo” conta com a colaboração do criminologista Francisco Moita Flores para tentar esclarecer as circunstâncias em que o opositor ao regime de Salazar foi assassinado pela PIDE (polícia política do antigo regime) em 1965. Na sessão de apresentação do livro “Biografia do General Sem Medo”, realizada a 30 de Maio na Biblioteca Municipal de Santarém, Frederico Delgado Rosa disse que Moita Flores “é uma das pessoas em Portugal de quem mais espera” no sentido de “reconstituir o que se passou” nesse dia 13 de Fevereiro de 1965 e repor a verdade histórica. O autor considera que as conclusões do julgamento de Santa Clara (Lisboa), em 1978, sobre o assassínio de Humberto Delgado são “uma monstruosa mentira” e defende a tese de que o avô foi brutalmente espancado até à morte. Frederico Delgado Rosa sustenta na obra que o avô morreu na sequência de um “espancamento selvático” e apresenta como prova a autópsia feita em Espanha que mencionava cinco contusões no crânio. A conclusão oficial é a de que o general - nascido na aldeia de Boquilobo (Torres Novas) e que residiu em Santarém durante alguns anos da sua infância - foi morto a tiro por um agente da PIDE.
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