Cultura | 12-11-2014 00:11

Santarém recorda o Bar 4 cinquenta anos depois

Cinquenta anos se passaram desde que um grupo de jovens chocou a cidade de Santarém e agitou consciências com uma exposição pública de artes plásticas realizada no Coreto do Jardim da República. Desse colectivo que transpirava irreverência faziam parte nomes que anos mais tarde se viriam a destacar na comunidade e até a nível nacional, como o actor Mário Viegas ou o historiador Jorge Custódio. Agora é hora de recordar esses tempos e a pedrada no charco que constituiu o Bar 4, nome da associação cultural escolhido porque Bar significava reunião e 4 era o número da porta onde se encontravam alojados: o Cine-Club de Santarém e a Biblioteca Fixa da Fundação Calouste Gulbenkian.Na associação cultural, para além dos nomes já citados, participaram Victor Prata Leal, Miguel Calado, Júlio Pego, Hélia Viegas, José Colaço Barreiros, José Ermitão, Mário Canova Moutinho, Santos Pereira e Silva Palmeira, entre outros. A evocação desse projecto é também uma forma de procurar despertar as novas gerações.A primeira iniciativa é um debate a realizar na sexta-feira, 14, pelas 21h30, na Sala de Leitura Bernardo Santareno. “Santarém no tempo do Bar 4: Memórias de jovens rebeldes” é o mote para um debate com a presença anunciada de Miguel Calado, Júlio Pêgo, Jorge Custódio, Mário Moutinho, José Colaço Barreiros, Hélia Viegas, José Ermitão. Segue-se a comunicação “O Bar 4 e a sua repercussão na imprensa escalabitana: nota histórica”, pelo jovem historiador José Raimundo Noras.No sábado, 15 de Novembro, tem início um ciclo de conferências. “Silva Palmeira. A pintura como arte da mudança. Uma homenagem” é o mote da primeira comunicação, a cargo de João Prates, que será complementada com mostra de quadros de Silva Palmeira. É no Fórum Actor Mário Viegas pelas 16h00.O ciclo de conferências prossegue no dia 21 de Novembro, pelas 21h00. Jorge Custódio aborda o tema “Mário Viegas: os verdes anos”, novamente no Fórum Actor Mário Viegas, local que recebe no dia seguinte, pelas 16h00, a inauguração da exposição retrospectiva de arte plástica e documental intitulada “Bar 4 - 50 Anos depois”, patente até 28 de Dezembro. De 22 de Novembro a 6 de Dezembro o Forum Mário viegas acolhe também a iniciativa “Livros da Diferença”, uma feira do livro com a Editora Antígona e com livros dos membros do Bar 4.A conferência seguinte está marcada para 28 de Novembro, pelas 21h00, na Sala de Leitura Bernardo Santareno. “As bibliotecas itinerantes de Branquinho da Fonseca: de Cascais à Fundação Calouste de Gulbenkian” é o título da intervenção a cargo de Maria Mota Almeida. No dia seguinte nova conferência, no mesmo local e à mesma hora, com Luís Oliveira a falar sobre “António José Forte e a Tertúlia do Café Central”.As últimas conferências estão marcadas para 5 de Dezembro, a partir das 21h00, no Círculo Cultural Scalabitano. Rita Correia discorre sobre o tema “Cineclube de Santarém e Alves Castela”, enquanto a palestra de Luísa Barbosa tem como mote “Círculo Cultural de Santarém: anos 60”.O programa termina a 6 de Dezembro com a iniciativa “A Poesia como arma: 1964”, a partir das 16h00, no Círculo Cultural Scalabitano. Trata-se de uma sessão de leitura de poesia, por membros e amigos do Bar 4 e por Nuno Pino Custódio e de Cláudia Cristina, e audição de poemas lidos por Mário Viegas.

Mais Notícias

    A carregar...
    Logo: Mirante TV
    mais vídeos
    mais fotogalerias