Cultura | 19-11-2022 21:00

Mário Cantiga escreve livro sobre as suas inquietações

Mário Cantiga escreve livro sobre as suas inquietações
Vítor Costeira (à direita) apresentou o primeiro livro de Mário Cantiga, em Alhandra

Autarca de Alhandra foi motivado a escrever pela pandemia e juntou prosa e poesia para ilustrar as suas vivências, inquietações e revoltas num livro publicado pela Associação de Cultura Palavra Cantada.

Mário Cantiga é presidente da União de Freguesias de Alhandra, São João dos Montes e Calhandriz e apresentou no domingo, 13 de Novembro, o seu primeiro livro. “Pedaços Meus” é um conjunto de 92 escritos em poesia e prosa, em registo autobiográfico, que retrata as vivências, revoltas e inquietações do autor durante os tempos de confinamento devido à pandemia de Covid-19. “Não me considero poeta, apenas quis escrever o que me ia na alma”, conta a O MIRANTE à margem da apresentação da obra que encheu a Galeria Augusto Bértholo, em Alhandra. A obra fala de toda a vida de Mário Cantiga, técnico de electrónica e automação industrial da Central de Cervejas, desde o berço às raízes, a vila de Alhandra e a guerra na Ucrânia (ver caixa). Também a sua passagem pelo PCP está presente nas entrelinhas. “O PCP está lá de uma forma ou outra porque também fez parte da minha vida”, refere. O autarca foi eleito nas últimas autárquicas pelo PS.
“É belo vivermos uns para os outros, não se fechem em vós próprios, vivam uns pelos outros”, afirmou Mário Cantiga perante o auditório emocionando-se quando dedicou a obra ao filho e à mulher. Na plateia estavam autarcas, moradores da vila e rostos associados ao PCP local e ao PS. Mário Cantiga confessa estar já a trabalhar noutro livro dentro do mesmo registo. A obra foi publicada pela Associação de Cultura Palavra Cantada e apresentada por Vítor Costeira tendo contado com um momento cultural e uma actuação de violino de Patrícia Matos.

Apelo ao povo invasor

Ódios lavrados
Brotam da terra!
Homens obstinados
Ordenam a guerra!

Explodem bombas
Que destroem cidades,
Que matam seres humanos,
Independentemente das suas idades!

Explode a solidariedade
E a emoção de toda a humanidade,
Assistindo ao sofrimento
De um povo que só quer a paz
E viver em liberdade!

Explode a revolta colectiva
Contra a nação invasora
Que, infelizmente, tem na sua cúpula imperialista
Gente louca e depressora!

Reacende-se a memória adormecida
De outras atrocidades intemporais,
Onde a democracia foi vencida
Por atrasados mentais!.

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