Cultura | 25-11-2022 15:00

Plano Ferroviário Nacional passa ao lado do distrito de Santarém

Plano Ferroviário Nacional passa ao lado do distrito de Santarém
Distrito fica de fora dos planos do Governo com a excepção hipotética de ser construída uma subestação na zona de Rio Maior

Os planos do Governo para a ferrovia nacional a médio e longo prazo não passam pela região, com excepção da hipotética construção de uma estação intermédia na Linha de Alta Velocidade Lisboa-Porto, na zona de Rio Maior.

O Plano Ferroviário Nacional, lançado para discussão pública no dia 17 de Novembro, deixa o distrito de Santarém de fora dos grandes investimentos do Governo previstos para a ferrovia a médio e longo prazo. A excepção é a eventual construção de uma “estação intermédia” na nova Linha de Alta Velocidade Lisboa-Porto, no troço entre o Carregado e Leiria, na zona de Rio Maior.
Esse cenário é enquadrado na criação de um serviço Intercidades Lisboa-Figueira da Foz, que aproveitaria a Linha de Alta Velocidade (LAV) até Leiria. “Com a presença dos serviços Intercidades na LAV, pode considerar-se a pertinência da construção de uma estação intermédia entre Leiria e o Carregado, por exemplo, nas proximidades de Rio Maior, que serviria essa zona com um serviço ferroviário de elevada qualidade e permitiria captar mais tráfego para estes serviços, além de aumentar a cobertura territorial na região Oeste”, lê-se no plano.
A Linha de Alta Velocidade entre Lisboa e Porto - a construir faseadamente durante esta década, segundo os propósitos do Governo - vai passar pela faixa litoral, saindo de Lisboa e inflectindo para norte na zona do Carregado. A sua construção é apontada como uma forma de aliviar a congestionada Linha do Norte, que atravessa o Ribatejo, e de a potenciar e rentabilizar na área do transporte ferroviário de mercadorias. Essa política vai roubar importância à aquela que é actualmente a principal linha ferroviária do país. Com a LAV, os comboios Alfa Pendular deixarão de circular na Linha do Norte entre Lisboa e o Porto, mantendo-se os serviços intercidades, Inter-regionais e Regionais.
“Os actuais serviços Intercidades entre o Porto e Lisboa deverão continuar a circular pela Linha do Norte, providenciando acesso de outras cidades, como Santarém, Entroncamento, Pombal, Mealhada, Ovar e Espinho, entre outras, às estações onde podem fazer transbordo para os serviços de alta velocidade”, lê-se no plano, onde se refere também que “a Linha do Norte é utilizada pela maioria dos comboios de mercadorias que circulam em Portugal” e que, com o que está projectado, “estarão criadas as condições para um crescimento significativo do tráfego de mercadorias, até agora limitado pela capacidade da Linha do Norte”.
No capítulo dos comboios suburbanos na Área Metropolitana de Lisboa também há novidades com a criação de uma ligação ferroviária entre Cascais ou Oeiras e Castanheira do Ribatejo ou Azambuja sem descontinuidades.

À Margem/Opinião

Um plano para olhar com as devidas reservas

O Plano Ferroviário Nacional é um manifesto de intenções que tem que ser olhado com algumas reservas no que toca à sua execução, tendo em conta a história recente. Basta lembrar o projecto de TGV que ficou pelo caminho ou a variante ferroviária a Santarém, com traçado definido e expropriações feitas, que nunca saiu do papel e desapareceu dos planos do Governo.

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