Cultura | 30-12-2022 10:00

Museu do Neo-Realismo reabre terceiro piso com nova exposição

Museu do Neo-Realismo reabre terceiro piso com nova exposição
Depois de vários anos em preparação abriu ao público a exposição do terceiro piso do MNR em Vila Franca de Xira

Revisitar e explorar é o objectivo da nova mostra que estará em exibição no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira, durante seis anos. Algumas peças irão mudar a cada dois anos para manter a atractividade do espaço.

Depois de vários anos em preparação reabriu ao público, no dia 17 de Dezembro, a exposição do terceiro piso do Museu do Neo-Realismo em Vila Franca de Xira com peças de pintura, escultura, desenho, fotografia, gravura, ilustração e cerâmica. Com curadoria de David Santos e Paula Loura Batista, a exposição revela parte do espólio do MNR e de outras colecções ali depositadas, de autores como José Dias Coelho, Júlio Pomar, Nuno San-Payo, Maria Barreira, Vasco Pereira da Conceição, Margarida Tengarrinha, Maria Keil, Querubim Lapa, Rogério Ribeiro, Lima de Freitas, Cipriano Dourado, Manuel Ribeiro de Pavia, Alice Jorge, Jorge Vieira, João Hogan, Jorge de Oliveira, Joaquim Namorado, Rui Filipe, Victor Palla e Frederico Pinheiro Chagas.
São mais de uma centena de peças mostradas numa exposição que terá a duração de seis anos e onde algumas peças irão ser renovadas de dois em dois anos para manter a mostra atractiva. “A coragem da gota de água é que ousa cair no deserto” é o nome da mostra, proveniente de um provérbio chinês. Para os curadores, a reabertura do terceiro piso é importante uma vez que os pisos um e dois são dedicados a exposições de longa duração e esta exposição, que tem um foco na colecção de artes plásticas do museu, com foco no neo-realismo, é algo que ainda não tinha acontecido até à data.
“É uma afirmação da colecção do MNR e do futuro deste museu em torno desta colecção de arte. O neo-realismo é um movimento que abraçou com muito entusiasmo um desejo de intervenção na sociedade da mobilidade social e com essa esperança, cada gota de água, cada obra de arte procurou ajudar a transformar não só aquela época como continua a transformar-nos hoje em dia”, refere a O MIRANTE.
O elemento diferenciador da exposição, como explicou Paula Loura Batista a O MIRANTE, é o facto do museu contar com um espólio maior do que as 100 peças expostas, o que permite ir rodando a mostra. “É um trabalho que resulta do trabalho diário. É uma convicção nossa e um desafio cativante podermos revelar e mostrar mais obras durante um período mais alargado, revelar perspectivas plurais e heterogenias dos nossos artistas representados e dar a conhecer aspectos inovadores de algumas peças”, conclui.

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