Cultura | 15-04-2023 15:00

Confraria da Enguia divulga a gastronomia de Salvaterra de Magos por todo o país

Confraria da Enguia divulga a gastronomia de Salvaterra de Magos por todo o país
Confraria da Enguia de Salvaterra de Magos comemora em Novembro 15 anos de existência. fotoDR

João Oliveira é presidente da Confraria da Enguia de Salvaterra de Magos desde Janeiro último mas é um dos seus fundadores.

Em Novembro deste ano comemoram 15 anos de existência. Um grupo de amigos criou a Confraria da Enguia de Salvaterra de Magos e hoje percorrem o país e ilhas em encontros de confrarias onde dão a conhecer os produtos do concelho. Actualmente são 15 elementos e o presidente, que também é conhecido por “Vai à Proa”, garante que estão disponíveis para acolher senhoras na confraria.


Nos últimos anos tem havido menos enguia no rio Tejo por terem sido anos de seca. Este ano prevê-se um bom ano de enguias no prato tendo em conta que foi um final de ano muito chuvoso. O vaticínio é proferido por João Oliveira, presidente da Confraria da Enguia de Salvaterra de Magos que em Novembro próximo comemora 15 anos de existência. Depois do Mês da Enguia que decorreu durante o mês de Março no concelho de Salvaterra de Magos prevê-se um aumento de capturas desse espécime no rio Tejo nos meses de Abril e Maio.
João Oliveira explica que a enguia para ser boa tem que ser selvagem e ser pescada no rio Tejo. “As enguias pequenas são boas fritas. As mais grossas servem para fazer ensopado ou caldeirada e as maiores e mais velhas são boas para grelhar”, refere o confrade. O antigo bancário, agora reformado, é um dos fundadores da Confraria da Enguia, criada por um grupo de amigos. “Já se realizava o Mês da Enguia há vários anos em Salvaterra de Magos e para nós não fazia sentido que o concelho não tivesse uma confraria que ajudasse a divulgar a gastronomia do concelho e também a impulsionar o evento”, sublinha.
O momento mais marcante foi o da entronização de confrades, que começaram por ser 13 e actualmente são 15. A Confraria do Torricado com Bacalhau, de Samora Correia, concelho de Benavente, foi a madrinha e quem deu entronização aos novos confrades. Os confrades da Confraria da Enguia trajam com uma capa em tom cinzento-escuro e verde e um chapéu também escuro. Em cada assembleia magna, nome que se dá aos almoços ou jantares mensais do grupo, existe uma enguia feita em metal onde se dá um toque que anuncia o início e o término do encontro.
A Confraria da Enguia foi criada para divulgar a gastronomia e cultura do concelho e a cada encontro que vão, um pouco por todo o país e também às ilhas, levam produtos do concelho. “Onde quer que vamos as pessoas ficam a conhecer o nosso concelho e o que de bom se faz nesta terra. Além disso, também é uma forma de criarmos laços de amizade. Umas vezes vamos nós às assembleias magnas das outras confrarias do país, outras vezes vêm eles às nossas. Existe um intercâmbio muito positivo com todas as confrarias”, garante João Oliveira.

Confraria está aberta a mulheres
A Confraria da Enguia nasceu por carolice com verbas próprias dos confrades que nunca tiveram subsídios de ninguém. “Nos almoços e jantares que fazemos todos os meses, por vezes, arredondamos a conta e esse dinheiro que sobra vai para um fundo de maneio. É com esse dinheiro que fazemos face às nossas despesas e no final do ano tiramos parte desse dinheiro, que oferecemos a uma instituição do concelho. É um valor simbólico com que pretendemos ajudar as instituições que desempenham um trabalho muito meritório”, esclarece o presidente, também designado por “Vai à Proa”.
Normalmente as assembleias magnas decorrem num restaurante do concelho de Salvaterra de Magos. O objectivo, além do convívio, é ajudar a economia local. Durante o repasto não pode faltar pelo menos um prato de enguias. Os confrades decidiram que, a partir de agora, em todas as assembleias magnas mensais, no final do almoço ou jantar, levam os convidados, que normalmente integram as assembleias, para conhecer os pontos turísticos do concelho nomeadamente a Falcoaria Real, o Escaroupim ou a Barragem de Magos, entre outros locais.
Actualmente integram a Confraria apenas homens mas esta está aberta à entrada de mulheres. “Normalmente, as nossas esposas participam nos encontros mas nenhuma manifestou o desejo de ser confreira. Por nós, esta confraria está aberta a esposas, basta quererem”, garante João Oliveira.

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