Cultura | 30-05-2023 18:00

Rancho da Casa do Povo de Salvaterra comemora aniversário com discurso emotivos e homenagem a António Carlos

Rancho da Casa do Povo de Salvaterra comemora aniversário com discurso emotivos e homenagem a António Carlos
António Carlos, um dos fundadores do Rancho da Casa do Povo de Salvaterra (ao centro), foi homenageado pela sua dedicação ao grupo e às tradições

O 43º aniversário do Rancho Folclórico da Casa do Povo de Salvaterra de Magos foi celebrado com um festival no auditório da Capela Real de Salvaterra de Magos. Cláudia Mesquita, presidente do rancho, emocionou-se no seu discurso e António Carlos, um dos elementos fundadores, foi homenageado pela sua dedicação ao grupo e às tradições.

O Rancho Folclórico da Casa do Povo de Salvaterra de Magos celebrou 43 anos de actividade em ambiente de festa e em conjunto com o Grupo Tradicional “Os Casaleiros” de Casais dos Britos, concelho de Azambuja, o Rancho Típico de Pombal e do Grupo Etnográfico Danças e Cantares do Minho. Os grupos participaram num festival no auditório da Capela Real de Salvaterra de Magos na noite de 6 de Maio.
As comemorações contaram com um discurso repleto de emoções da presidente do rancho, Cláudia Mesquita, que homenageou um dos elementos mais velhos do grupo, António Carlos, de 73 anos. A dirigente associativa vê o futuro das tradições com alguma preocupação. Apesar das dificuldades, o rancho da Casa do Povo de Salvaterra de Magos está de mangas arregaçadas para continuar a remar contra a maré, garante.
Cláudia Mesquita explica a O MIRANTE que em 2000 o rancho foi reestruturado e passou a haver trajes domingueiros, de festa, de trabalho, entre outros. Dançam verde-gaio, rabascança, passo largo, cantam cantigas à capela e dançam o fandango. São mais de três dezenas de elementos no total, de todas as idades, e representam a época que vai de 1900 a 1930. Ensaiam duas vezes por mês porque as crianças e os jovens andam na escola e todos trabalham. “Nos nossos ensaios há tempo para tudo, brincamos, respeitamos quem nos ensaia e ajudamo-nos uns aos outros”, conta, com orgulho.
Cláudia Mesquita é de Foros de Salvaterra e partilha o palco com a filha Andreia, que começou a dançar aos nove anos, e com o marido, tendo sido a última da família a integrar o grupo. Em 2005 passou a presidente da assembleia-geral e cerca de uma década depois foi eleita presidente. É administrativa na área agrícola desde 1987 e trabalhou durante 15 anos numa empresa de transportes de mercadorias internacionais.

Um homem das tradições
António Carlos foi o homenageado da noite de 6 de Maio e não escondeu a surpresa pela distinção. Está ligado à fundação do rancho e à direcção, e desde o começo que toca ferrinhos com o seu traje de campino, do qual nunca abdicou. Para António Carlos os mais novos do rancho são como filhos e confessa que ficou emocionado com a homenagem perante dezenas de pessoas que assistiam ao festival. Começou a trabalhar aos 16 anos na carpintaria do tio, é também artesão, uma paixão que descobriu há cerca de 15 anos e que agora faz com que possa contribuir de outra forma para o rancho. A paixão surgiu quando se iniciou como carpinteiro na Praça de Touros da vila, fazia os estribos para montar a cavalo e os arreios de campino, que mais tarde deram lugar a caixas de pão em forma de estribo e outras peças da sua imaginação ligadas aos animais da tourada. Há três anos fez uma gravura numa tábua de um touro a coçar-se num chaparro e ofereceu-a ao presidente da Câmara de Salvaterra de Magos, Hélder Esménio, que também marcou presença neste festival.

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