Cultura | 02-07-2023 10:00

Inestética lança laboratório bienal de arte para jovens de todo o país

Inestética lança laboratório bienal de arte para jovens de todo o país
Uma das instalações, em Alhandra, mostra qual a altura a que chegará o rio daqui a cem anos por causa do aquecimento global

Associação cultural do Sobralinho quer dar visibilidade aos trabalhos de jovens criativos de todo o país e inaugurou um “Laboratório de Coisas Inúteis”, que tem cativado a curiosidade da comunidade.

Dar espaço aos jovens criadores do país para mostrar a sua arte e estimular a curiosidade da comunidade são alguns dos objectivos traçados pela Inestética - Associação Cultural de Novas Ideias, do Sobralinho, para o seu novo laboratório bienal de arte que foi inaugurado na manhã de sábado, 24 de Junho, em Alhandra e Vila Franca de Xira.
Esta é a primeira edição do novo projecto curatorial da Inestética, sediada no Palácio Municipal do Sobralinho. “Abrimos concurso a nível nacional para jovens artistas até aos 30 anos e a ideia e desafio que lançámos é que trabalhassem no domínio da arte pública, realizando instalações e obras artísticas que estejam no espaço público e promovam o contacto entre a comunidade e a arte contemporânea”, explica Alexandre Lyra Leite, responsável do grupo e um dos curadores da mostra a O MIRANTE.
O “Laboratório de Coisas Inúteis” aposta nas artes visuais e em particular na escultura. “São peças tridimensionais, uma delas uma videoperformance filmada com drone na Fábrica das Palavras”, explica o responsável. Meia centena de jovens candidataram-se à bolsa financeira que a Inestética atribuiu e foram escolhidos quatro trabalhos, um deles de Rui Soares Costa, um dos curadores, que apresenta uma escultura no passeio ribeirinho de Alhandra onde é mostrada a altura estimada para a subida das águas do mar até 2100, segundo o National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA). O laboratório apresenta também trabalhos de Catarina Gentil, Catarina Vilaça, Cláudia Simões e Tiago Leonardo.
“Três dos autores são da Área Metropolitana de Lisboa (Sintra, Lisboa e Alenquer) e uma autora é do Porto. Ficámos surpreendidos com a quantidade de candidaturas que recebemos e o laboratório é para repetir. Está a gerar muito interesse na comunidade artística. É um projecto inédito localmente mas bastante singular em termos nacionais porque não existem laboratórios com estas características”, recorda Alexandre Lyra Leite.

Financiamento até 2026

A Inestética, recorde-se, foi contemplada pela primeira vez na sua história este ano com financiamento a quatro anos no concurso lançado pelo Ministério da Cultura, Direcção-Geral das Artes e Câmara de Vila Franca de Xira. “Isso vai permitir-nos desempenhar melhor a nossa missão e apoiar jovens criadores. Permite ampliar os contratos de trabalho e recursos humanos e dar uma sustentabilidade à estrutura como nunca tivemos”, explica o responsável.

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