Cultura | 23-07-2023 10:00

Academia Sevilhanas.com desperta a paixão pelas danças espanholas em Vila Franca de Xira

Academia Sevilhanas.com desperta a paixão pelas danças espanholas em Vila Franca de Xira
Rita Gaspar (ao centro) tem cem alunas a aprender flamenco e sevilhanas em Vila Franca de Xira

A Academia Sevilhanas.com, liderada pela bailarina Rita Gaspar, tem despertado o interesse do público feminino em Vila Franca de Xira ao oferecer aulas de flamenco e sevilhanas. Com uma centena de alunas inscritas, a academia tornou-se no ponto de encontro dos que procuram praticar actividade física, conhecer novas pessoas e aprender a cultura espanhola.

A aprendizagem do flamenco e sevilhanas tem despertado a curiosidade do público feminino. No centro da cidade de Vila Franca de Xira a academia Sevilhanas.com, sob a direcção da bailarina e professora Rita Gaspar, tem encantado os amantes da dança, que procuram praticar actividade física e conhecer novas pessoas. Só nestas duas danças tradicionais espanholas estão inscritas cerca de uma centena de alunas entre os 3 e os 73 anos. Só três alunos é que são homens.
A entrada para o imponente edifício na Avenida dos Combatentes da Grande Guerra, antiga discoteca, faz-se pela loja da especialidade. Vestidos coloridos, xailes, brincos e leques são vendidos às alunas para frequentarem as aulas, para os espectáculos e ainda para outras escolas. Um equipamento básico para dançar sevilhanas, incluindo os sapatos, ronda os 100 euros. Já uma bailarina que queira uns bons sapatos e um vestido com folhos pode gastar entre 150 a 200 euros.
Com a nova localização estão previstos novos projectos. Do primeiro andar do edifício vai nascer um local para eventos com noites temáticas. O sótão vai ser futuramente aproveitado para fazer mais duas salas de dança. A sede da recém criada associação Sevilhanas de Xira também tem ali um espaço próprio.
A academia Sevilhanas.com foi um sonho que começou a ser desenhado há 20 anos quando a advogada Rita Gaspar foi desafiada por amigas para dançar flamenco, em Vila Franca de Xira. Já dançava em Lisboa mas foi quando começou a dar aulas às amigas em Vila Franca de Xira, mesmo sem formação, que a vida mudou. No segundo ano eram 12 alunas, no terceiro 30, no quarto 50. Quando atingiu as 70 alunas começou a não conseguir trabalhar, deixou o Direito e optou pela dança a tempo inteiro.
Rita Gaspar é certificada pela Escola de Flamenco de Andaluzia e está em constante formação. Dá por dia entre cinco a seis aulas, começando nas alunas mais novas. Garante que todas as pessoas, de qualquer idade, podem aprender. A coordenação trabalha-se e a evolução maior dá-se após o segundo ano de aulas. Quando se começa a ter controlo no corpo e a dominar a técnica é um mundo do qual já é difícil sair.
As sevilhanas têm a capacidade de aumentar a auto-estima só pelo facto de implicar calçar saltos altos, saia e usar maquilhagem. “Eu sou muito exigente nas minhas aulas. Só entram de cabelo apanhado, equipamento básico e não vêem de calças de ganga”, explica Rita Gaspar. A professora deu aulas noutros locais do país mas em Vila Franca de Xira a procura pela cultura flamenca é maior. Durante as Festas do Colete Encarnado e na Feira de Outubro ouvem-se rumba e sevilhanas.

Inês Nunes e Susana Martins aprendem sevilhanas em Vila Franca de Xira

Dançar liberta

Susana Martins, 47 anos, desde que entrou na academia há sete anos nunca mais parou. Começou com o flamenco mas também se apaixonou pelas sevilhanas. Actualmente frequenta três turmas e já levou para a dança a filha, a sobrinha, a cunhada e o irmão. “Dancei ballet na minha juventude e sempre gostei de dançar. Há uma libertação quando se dança, uma expressão que sai”, conta a O MIRANTE.
Com 24 anos, Inês Nunes é uma aluna recente. Em criança dançou sevilhanas mas depois foi para o ballet. Acompanhou sempre os espectáculos das Sevilhanas.com e prometeu que ia dançar no Colete Encarnado. E assim aconteceu. Regressou às sevilhanas e participou no espectáculo deste ano no Colete Encarnado.

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