Cultura | 14-08-2023 07:00

Festival Materiais Diversos regressa a Alcanena e Minde

Festival Materiais Diversos regressa a Alcanena e Minde
Elisabete Paiva é directora artística da associação Materiais Diversos

A 12.ª edição do Festival Materiais Diversos apresenta um programa que pretende continuar a aproximar as pessoas e as artes contemporâneas.

A 12.ª edição do Festival Materiais Diversos (FMD) vai realizar-se de 5 a 15 de Outubro em Alcanena e Minde, vila “berço” do festival, “com um programa que pretende continuar a aproximar as pessoas e as artes contemporâneas”. Elisabete Paiva, directora artística da associação Materiais Diversos, responsável pelo FMD, afirmou, num som de apresentação do festival, que a programação deste ano vem aprofundar a “prática de tornar visível o movimento de relações, de construção de parcerias, de encontros, de convívio”, desenvolvida na programação regular ao longo de cada biénio que separa os festivais.
A programação é marcada pelo território onde o festival acontece, na Serra d’Aire e Candeeiros e no Polje de Mira-Minde, inspirada pelos “movimentos subtis” das montanhas, das rochas, da água. “Nesta edição, além de procurar tornar visível aquilo que porventura será invisível a maior parte do tempo para a restante comunidade de colegas [o trabalho feito pela Materiais Diversos nos últimos anos], queremos também tornar visível este movimento de desaceleração que vimos experimentando de forma mais decisiva desde 2020”, afirmou.
Elisabete Paiva salientou o facto de o programa não ter, “propositadamente”, uma hierarquia entre actividades principais e complementares, entre artistas profissionais e não profissionais, e de permitir “a qualquer tipo de público, mediante os seus interesses, navegar com alguma calma, com algum tempo, em roteiros diários ou de vários dias”, tendo a experiência da programação, mas também a de “estar no lugar com as pessoas que tornam possível ou inspiram” o festival.
O FMD arranca no dia 5 de Outubro com a criação de um “ponto de encontro” no meio da Praça da República, onde, com as colectividades e associações, se vai falar do festival, degustar iguarias locais, brindar e dançar. “Decadência”, de Cátia Terrinca, a partir do texto homónimo de Judith Teixeira, num trabalho de redescoberta de escritoras portuguesas do século XX, tem estreia marcada para esse dia, às 19h30.
Além do “ponto de encontro”, que estará na Praça da República de 5 a 7 de Outubro e no Cineteatro São Pedro de 10 a 14, voltam as “mesas longas”, com actores e parceiros locais a discutirem temas como “o papel das comunidades de aprendizagem na educação, a conservação dos rios e ecossistemas ribeirinhos, o futuro dos jovens ou o papel das instituições culturais”. O programa deste ano inclui um seminário sobre “Companheirismo e colaboração – práticas artísticas para a sustentabilidade”, orientado por Carolina Cifras, Simone Frangi e Clara Antunes, e diversas outras iniciativas.

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