Cultura | 17-11-2023 19:48

António Colaço prepara nova exposição que inclui cartaz alusivo aos 50 anos do 25 de Abril

António Colaço prepara nova exposição que inclui cartaz alusivo aos 50 anos do 25 de Abril

Artista de Mação vai expor um cartaz que quer oferecer a Natércia Maia e que gostava de ver reconhecido também como testemunho de alguém que esteve no meio da Revolução do 25 de Abril Abril já que era soldado cadete no Lumiar, em Lisboa, e participou no assalto à RTP do velho regime.

Um cartaz a evocar os cinquenta anos do 25 de Abril é uma das Obras que António Colaço vai expor brevemente em Abrantes numa exposição que se espera seja mais uma amostra das obras de um artista plástico que regressou às raízes em Mação depois de uma vida de trabalho em Lisboa. António Colaço disse a O MIRANTE que a tela com uma dimensão de 100X80 será para oferecer a Natércia Maia, e foi inspirada numa foto de Eduardo Gageiro que explica "um morder de lábios" retirado da imagem do fotógrafo de Sacavém e que é um dos melhores registos do Capitão de Abril.
António Colaço é natural do Gavião, mas cedo se mudou para Mação, onde tem hoje em dia o seu atelier embora tenha mudado residência para Abrantes depois de se reformar. Nasceu em 1952 e no dia 25 de Abril de 1974 era militar, soldado cadete, na EPAM-Escola Prática de Administração Militar, ao Lumiar, tendo participado no assalto à RTP do velho regime. O cartaz que evoca os 50 anos do 25 de Abril, mais do que uma homenagem aos capitães de Abril e a Salgueiro Maia, é também o testemunho de alguém que pode testemunhar o sentimento que fica do poema de Sophia de Mello Breyner Andresen, do livro 'O Nome das Coisas: Ésta é a madrugada que eu esperava/O dia inicial inteiro e limpo/Onde emergimos da noite e do silêncio/E livres habitamos a substância do tempo".
António Colaço tem um percurso artístico que foi desenvolvendo ao longo dos últimos 50 e muitos anos ( em 2019 organizou uma expoisção a que deu o nome de “50 Anos a Fazer P.Arte”), em que mostra uma grande capacidade de improviso que se verifica igualmente nas técnicas e nos materiais que utiliza nos trabalhos plásticos. A sua vida está ligada à região ribatejana desde que se mudou para Mação, onde manteve a casa de família e para onde voltou a mudar-se depois de viver em Lisboa e ter sido durante cerca de 20 anos assessor de imprensa da bancada parlamentar do Partido Socialista, lugar que ocupou até 2010, ano da sua reforma.

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