Cultura | 09-03-2024 12:00

“Os Fenómenos” do Entroncamento são muito mais do que a paixão por motas

“Os Fenómenos” do Entroncamento são muito mais do que a paixão por motas
Vítor Dias, presidente da associação "Os Fenómenos" do Entroncamento, e Andreia Ventura afirmam que as normas máximas do motoclube são o convívio e a paixão pelas motas

Motoclube “Os Fenómenos”, do Entroncamento, celebra 20 anos a 16 de Março. Vítor Dias, presidente da associação, explica que a colectividade quer aproximar-se ainda mais da população e no futuro ter capacidade para realizar no concelho um grande evento no Dia Nacional do Motociclista.

O Motoclube “Os Fenómenos”, do Entroncamento, assinala duas décadas de existência a 16 de Março, uma data que a direcção da associação considera de grande importância porque reconhece o esforço e dedicação que muitas pessoas tiveram ao longo dos anos. Com cerca de duas centenas de sócios a colectividade quer aproximar-se ainda mais da população. “É uma ambição nossa conseguir cativar as pessoas a virem aos nossos eventos para conhecerem o clube e conviverem com a nossa família. Queremos estreitar laços com a comunidade e trazer pessoas para o nosso grupo de amigos que partilha de uma grande paixão: as motas”, sublinha Vítor Dias, responsável pela associação, lançando o convite para quem quiser aparecer no dia 16 de Março no almoço convívio onde não vai faltar muita comida, bebida, animação musical e um espectáculo de motas.
Vítor Dias é motorista de pesados e membro do motoclube desde o ano da fundação. Já passou pela direcção duas vezes. Há três meses assumiu o cargo de presidente de mesa da assembleia-geral e responsável pela associação uma vez que não houve candidatos à direcção. Vítor Dias diz que o único requisito para pertencer à associação é gostar de motas e de passar bons momentos. O dirigente procura quebrar o preconceito que existe com os motards. “As pessoas têm ideia de que os motards são os feios, brutos e maus. É mentira e por isso mesmo gostávamos que a população viesse mais vezes ao nosso espaço ou aos nossos eventos. O motard é íntegro, cumpre as regras de trânsito, sabe estar e tem respeito. O motoqueiro é que é irresponsável, coloca todos em risco com as suas atitudes e opta por caminhos incorrectos”, afirma.
Vítor Dias confessa que gostava de organizar no concelho um grande evento a propósito do Dia Nacional do Motociclista. “É um evento anual que costuma juntar em muitos sítios 20 ou 30 mil pessoas. Já solicitamos ajuda à câmara mas é necessário um investimento monetário, logístico e de segurança muito grande, que ainda não é possível”, lamenta o dirigente, explicando que o objectivo seria juntar os motociclistas no espaço multiusos da cidade.

Um calendário recheado
São várias iniciativas que a associação realiza ao longo do ano nomeadamente no Carnaval, Halloween e Natal. Desde 2006 que realiza um passeio pelo concelho com vários motociclistas vestidos de Pai Natal que entregam prendas nas escolas primárias e jardins-de-infância. A conversa com O MIRANTE decorre no bar da associação num ambiente familiar e acolhedor. Essas são as máximas que Vítor Dias defende para a colectividade. “O motoclube é um sítio onde nos sentimos em casa. Gostamos de receber toda a gente e a porta está sempre aberta, seja para beber um café no nosso bar ou para participar nos passeios”, afirma.

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