Cultura | 16-03-2024

Granja mantém tradição do Baile da Pinha

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Granja mantém tradição do Baile da Pinha

Pinha feita à mão da Sociedade Recreativa da Granja é uma das duas existentes no país. Uma vez por ano roda no salão da colectividade para os dançarinos se habilitarem aos prémios e serem eleitos reis do baile.

No meio do salão da Sociedade Recreativa da Granja, Vialonga, esteve erguida uma pinha com 70 anos, oferecida por um sócio, e que tem regulamento próprio. É uma das duas existentes no país, feita à mão pelo mesmo autor, e não pode sair das instalações da sociedade. A pinha é o centro das atenções uma vez por ano, quando três semanas depois do Carnaval se realiza o tradicional baile da pinha. A tradição pode já não ser o que era, mas no dia 2 de Março 30 pares de dançarinos, dos 15 aos 83 anos, participaram no baile da pinha.
A pinha na Granja é composta por 16 gomos, cada um com três fitas, e podem participar no máximo 48 pares. São chamados um a um por sorteio e puxam uma fita. É coroado rei e rainha da pinha o par que acertar na fita que abre o engenhoso artefacto. Este ano foram coroadas em cima do palco duas rainhas. O par vencedor do baile de 2023 passou o testemunho e desejou sorte para o ano de reinado.
Elisabete Queiroz, 46 anos, e Ana Paula Carvalho, 54 anos, conseguiram acertar na fita premiada após três anos a participar na dança da pinha. Levaram para casa mais de cem euros em prémios no comércio local. A O MIRANTE recordam os tempos em que participavam nos bailes que se faziam em Vialonga, concelho de Vila Franca de Xira, com mais gente do que actualmente. Era habitual as pinhas terem uma pomba que era solta assim que a fita vencedora era descoberta.
Joel Caipiro, presidente da Sociedade Recreativa da Granja, decidiu este ano abolir o custo da entrada no baile da pinha tendo em conta o aumento do custo de vida. O pagamento de cinco euros era apenas para participar na dança. O resultado não podia ter sido melhor. A iniciativa rejuvenesceu e foi das mais participadas. “Muitos pares só sabem no momento que vão participar na dança porque são os amigos que os inscrevem. O baile da pinhata é diferente do nosso porque a nossa pinha abre por cima, como se fosse uma laranja, e as pinhatas costumam abrir por baixo. Somos das únicas colectividades do concelho a ter este baile”, diz.

Bailes em vez de discotecas
Fernando Camacho, 83 anos, frequenta bailes desde jovem. Foi nos bailaricos que aprendeu a dançar. Desde que apareceram as discotecas que os bailes foram perdendo fulgor. Todos os fins-de-semana dança com a esposa, Maria de Lurdes Graça, 64 anos. Casa do Alentejo, Bobadela, Amadora e Alunos de Apollo são os sítios mais frequentados. “Participava com o meu pai desde os seis anos nos bailes da pinha mas estive muito tempo sem ganhar. Eu e o Fernando ganhamos o baile em 2017 na Casa do Alentejo. É importante continuar com esta tradição para não se perder”, reitera.
Helena Ferreira, 50 anos, e Diogo Ferreira15 anos, de Sintra, aventuraram-se pela primeira vez na dança da pinha, desafiados por amigos. Tia e sobrinho não conheciam a tradição mas foram informados do conceito antes de dançarem. O casal Rosa Azevedo, 43 anos, e Nuno Aniceto, 36 anos, costumam participar nos bailes na Granja mas no da pinha foi a primeira vez. Sobre este costume só se recordam dos avós e pais falarem da pinhata no norte do país. Acompanhados pela filha Matilde preferem este tipo de iniciativas para a poder levar.

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