Cultura | 04-04-2024 10:00

Festival Bons Sons regressa em Agosto com um recinto novo em Cem Soldos

Festival Bons Sons regressa em Agosto com um recinto novo em Cem Soldos
Cem Soldos é uma referência dos festivais de verão

Na aldeia de Cem Soldos, nos arredores de Tomar, vão actuar 47 bandas num festival diferenciado e exclusivamente dedicado à música portuguesa, este ano num espaço renovado.

Após um ano de interregno, o Festival Bons Sons regressa a Cem Soldos, Tomar, de 8 a 11 de Agosto, tendo a organização anunciado a presença de 47 bandas na aldeia para celebrar a música portuguesa e a diversidade. “Todas as edições são especiais para nós e em todas as edições temos conseguido reinventar o festival, para que não seja um festival estático, e a aldeia vai crescendo com o festival, o festival vai crescendo com a aldeia, e isso permite que as inovações e novidades se vão acrescentando a cada uma das edições”, disse à Lusa Miguel Atalaia, director artístico do Bons Sons, evento que assinala este ano 12 edições e 18 anos de festival, juntando, nesta edição, à máxima “Vem viver a aldeia” o mote “Viver a diversidade”.
Com 47 bandas portuguesas a actuar em quatro dias na aldeia de Cem Soldos, Tomar, num programa em que constam nomes como os de Gisela João, Valete, Club Macumba, The Legendary Tigerman e Ana Lua Caiano, o festival representa um investimento na ordem dos 700 mil euros. O evento regressa após um ano de paragem devido a obras de requalificação urbana do Largo do Rossio, área habitualmente ocupada pelo festival, que surge nesta edição completamente renovado. “Este ano temos uma grande novidade, que é o facto de estarmos a trabalhar num recinto novo, requalificado pela Câmara de Tomar, um desejo muito antigo e um projecto que nasceu no seio da comunidade”, disse Miguel Atalaia, tendo feito notar que o evento “serve sempre para transmitir uma mensagem, para além das bandas que vêm ao festival, e que reflectem uma “energia própria dos projectos de música portuguesa que estão agora no activo”.

O voluntariado é uma marca do festival
Assim, além de este ano se “viver a aldeia num largo renovado”, e de “manter a ideia do voluntariado e de uma aldeia que se mobiliza para construir o festival”, será também oportunidade de “celebrar a diversidade que caracteriza as gentes que compõem esta (e outras) comunidades”, afirmou. Com o mote “Vem viver a aldeia”, são os cerca de 700 habitantes que organizam e montam o festival, ao longo do qual acolhem e servem os visitantes, numa “partilha que distingue o Bons Sons dos restantes festivais portugueses”, salientou o responsável, com um cartaz que integra 47 projectos musicais nacionais, “uns com projectos mais emergentes, outros mais consagrados”, que protagonizam “diversas áreas, geografias e géneros musicais”.
Organizado desde 2006 pelo Sport Clube Operário de Cem Soldos (SCOCS), o Bons Sons manteve-se bienal até 2014, passando depois a realizar-se anualmente, “mantendo uma programação exclusiva da música portuguesa, completamente aculturada e diversa, como é o nosso hábito”, sublinhou o director artístico do evento. A aldeia de Cem Soldos é fechada e o seu perímetro delimita o recinto que acolhe 9 palcos integrados nas ruas, praças, largos, auditório, igreja e até em garagens e lagares.

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