Cultura | 24-04-2024 18:00

Violinista que fugiu da instabilidade no Brasil actua nas ruas do Ribatejo

Violinista que fugiu da instabilidade no Brasil actua nas ruas do Ribatejo
Samuel Silva, violinista e músico profissional brasileiro escolheu o Ribatejo para viver e trabalhar

Samuel Silva, 42 anos, violinista natural do estado de Santa Catarina no Brasil chegou há quatro meses a Portugal e instalou-se em Torres Novas. Para viver tem tocado nas ruas de Santarém, Abrantes, Tomar e Coimbra. O seu objectivo é começar a actual em casamentos para ter um maior rendimento e abrir uma escola de música como a que tinha no seu país.

Violinista e músico profissional, Samuel Silva, brasileiro de 42 anos, anda pelas ruas das cidades da região a tocar na rua, desde que chegou a Portugal há quatro meses. Natural do estado de Santa Catarina, no Brasil, reside actualmente em Torres Novas com a esposa e com o filho. Dedica-se ao violino há cerca de 30 anos, embora outros instrumentos como a viola e o violoncelo também tenham feito parte da sua aprendizagem musical. Começou a aprender o instrumento de cordas numa igreja. Mais tarde estudou na escola de música ProArtes em Itajaí, Santa Catarina, antes de entrar para um conservatório.
Samuel Silva conta que em 2014 fundou em conjunto com a esposa Renata da Silva a escola de música “Symphony Escola de Cordas” que se encontra parada neste momento e também a “Symphony Produção Musicais” que funciona como banda e agência musical. Durante 18 anos foi professor numa outra escola de música em Itajaí. Na tarde do dia 4 de Março decidiu pegar no violino e proporcionar um momento musical no Largo do Seminário, em Santarém. O músico, que saiu do seu país por causa da instabilidade e falta de segurança, já actuou nas ruas de Tomar, Abrantes e Coimbra. Em Torres Novas ainda não actuou no exterior pela falta de movimento, aponta.
As atuações de rua são uma ajuda financeira enquanto não consegue contratos para animar festas e casamentos. No Brasil já tocou em mais de mil casamentos, sendo que o primeiro para o qual foi convidado foi em 1997. O músico e a família escolheram a Europa à procura de uma melhor qualidade de vida. A ideia inicial de viver em Itália acabou por ser substituída por Portugal pela forma como foram recebidos e pela familiaridade da língua. Um dos objectivos do violinista a longo prazo é instalar a sua escola de música em Torres Novas ou noutro local da região ribatejana.
O seu gosto pela música veio através dos pais. A mãe que cuidava do lar e o pai que trabalhava na construção civil integraram um grupo musical que actuava na década de 70 no estado de Santa Catarina e que tocava, entre outros géneros, música popular brasileira (MPB). No grupo ambos os pais cantavam, embora o pai também tocasse acordeão. O músico revela que a adaptação em Portugal tem sido positiva. Samuel Silva e a família conseguiram arranjar uma habitação em Torres Novas, uma cidade que considera ser tranquila e um sítio com boas condições para se criar um lar.

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