Cultura | 07-05-2024 18:00

Associação Amigos das Caneiras quer dar vida à aldeia avieira

Associação Amigos das Caneiras quer dar vida à aldeia avieira
Bárbara Cheixo e Daniel Francisco (à esq. e ao centro), que fazem parte da geração mais jovem da associação, com Carlos Guerra, um dos sócios fundadores

A associação Amigos das Caneiras, colectividade fundada em 1993, vai organizar a primeira edição do Festival Avieiro no âmbito das Festas do Imaculado Coração de Maria. A colectividade liderada por Daniel Francisco pretende dar vida à aldeia do concelho de Santarém, promovendo melhoramentos e instalando um café para chamar visitantes.

O primeiro Festival Avieiro organizado pela Associação Amigos das Caneiras vai inserir-se nas festas anuais em honra do Imaculado Coração de Maria da aldeia do concelho de Santarém que decorrem de 25 a 28 de Julho. O festival vai incluir uma exposição com barcos típicos e trajes, sendo uma forma de enaltecer a cultura ligada à actividade avieira. O presidente da direcção da colectividade, Daniel Francisco, conta que está prevista uma corrida de barcos a remos, uma noite de fados e gastronomia feita com peixe pescado no Tejo. A associação já obteve um apoio da Câmara de Santarém no valor de 3.500 euros. Para a vice-presidente da associação, Bárbara Cheixo, a ideia é honrar os avieiros de Leiria, o povo das Caneiras e as suas histórias. Alguns trajes avieiros com dezenas de anos, assim como material antigo utilizado para a pesca vão integrar a exposição do festival.
Daniel Francisco, 36 anos, natural de Santarém, que sucedeu a Miguel Pelarigo na presidência, é vendedor de tintas em Santarém, cidade onde reside, realça que de 16 a 19 de Maio a associação vai participar no Festival do Peixe do Rio (Caneiras) e nos Santos Populares em Santarém. A missão da direcção é valorizar a aldeia, tentando criar proximidade com a população local. A pacatez da aldeia à beira do Tejo, onde não há cafés, contrasta com a vontade que os membros da associação têm em não deixar que a colectividade morra e neste momento está empenhada na colocação de um novo grelhador para os eventos. De acordo com Bárbara Cheixo, no que toca ao campo de futebol que integra o recinto da associação existe algumas dificuldades para a sua requalificação por se encontrar numa zona inundável.
A associação esteve sem actividade de 2009 a 2019 e o recinto de festas degradou-se. Mas hoje encontra-se em condições para acolher dezenas de pessoas. A anterior direção liderada por Miguel Pelarigo deu um novo dinamismo à colectividade em 2019. Uma das ambições actuais da associação é criar um café, de forma a captar mais visitantes para a aldeia de casas palafitas.

Uma vida passada na aldeia avieira
Carlos Guerra, 58 anos, nascido e criado na aldeia das Caneiras é um dos sócios fundadores da associação. Apesar de ter estado uns anos afastado da colectividade, acabou por regressar. Estudou na antiga escola das Ómnias, Santarém, e aos 14 anos foi trabalhar para uma oficina de reparação de motores de automóveis, perto de onde hoje se situa a Escola Secundária Dr. Ginestal Machado, em Santarém. Chegou a trabalhar numa fábrica até entrar para o Hospital de Santarém, em 1991, como motorista de transporte de materiais. Há vários anos as suas irmãs gémeas fizeram um peditório pela aldeia para concretizar uma festa popular, que voltou a realizar-se no ano seguinte já com Carlos Guerra no grupo, que constituiu a associação fundada em 1993.

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