Cultura | 03-06-2024 12:00

Apresentação de livro na Barquinha gera polémica entre autor e autarquia

José Janeiro critica a organização da Câmara da Barquinha pelas condições dadas para apresentação do seu livro “13 Luas A Grande Caminhada da Humanidade”, no âmbito da Feira da Época. Vereadora da Cultura diz que foram garantidas as condições normais em apresentações e lamenta atitude ofensiva e arrogante do autor para com trabalhadores do município.

José Janeiro vive há 60 anos no concelho de Vila Nova da Barquinha. Com três livros publicados, contactou a câmara municipal no sentido de agendar uma apresentação de mais um livro na terra onde reside. Alguns dias depois, foi informado que a apresentação seria dia 18 de Maio, pelas 17h00, no Largo 1º de Dezembro, no âmbito da Feira da Época
Quando chegou ao local, nesse dia de manhã, constatou que os seus livros continuavam encaixotados e eram os únicos que não se encontravam visíveis para venda. Dirigiu-se ao posto de turismo onde pediu mais justificações e garante que ninguém lhe conseguiu apresentar uma razão para os livros não estarem expostos. Perto das 17h00, afirma que apenas existia uma mesa redonda para apresentação do livro e duas cadeiras, não havendo nem sistema de som nem cadeiras para quem quisesse assistir. “Eram as condições mínimas e nem isso tinha” lamenta José Janeiro. Voltou a dirigir-se ao posto de turismo onde pediu que lhe fosse disponibilizado o contacto da vereadora da cultura, Paula Pontes, para falar sobre a situação.
O pedido não foi atendido mas, posteriormente, a vereadora mandou colocar o sistema de som e cadeiras para a apresentação. José Janeiro acredita que os incidentes não foram por acaso e que se trata de divergências políticas. “Fui presidente da concelhia do Chega há alguns anos, entretanto deixei a vida política por motivos de saúde, mas parece que as pessoas ainda me associam à política e, neste caso, acho que confundiram as coisas” afirma o autor que lamenta ter sido “tratado como um adversário político e não como uma pessoa da terra”.
A vereadora da cultura, contactada por O MIRANTE, rejeita que José Janeiro tenha sido alvo de comportamento discriminatório. Paula Pontes afiança que existiam cadeiras no local para o público e que o sistema de som apenas não foi colocado porque não é habitual em apresentações do género e não foi pedido pelo autor. A autarca acusa José Janeiro de ter adoptado uma postura altiva, ofensiva e arrogante, importunando de forma constante os funcionários que se encontravam a trabalhar. “A sua conduta para com os funcionários do município, antes e durante a apresentação do livro foi ofensiva, conforme comunicação dos trabalhadores afectados, e não toleramos, nem toleraremos, tratamentos que colocam em causa o bom nome dos mesmos”, rematou Paula Pontes.

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