Cultura | 18-06-2024 12:00

Rapazes... precisam-se na Escola de Ballet de Casais dos Britos

Rapazes... precisam-se na Escola de Ballet de Casais dos Britos
O espectáculo "A Bailarina" envolve 12 crianças e jovens da Escola de Ballet do Centro Cultural e Recreativo de Casais dos Britos

A Escola de Ballet de Casais dos Britos, concelho de Azambuja, estreou o espectáculo “A Bailarina”, que não teve um único bailarino. A organização tenta lutar contra o preconceito, lembrando que há excelentes bailarinos reconhecidos e que é preciso lutar contra o que afasta os rapazes porque estão a perder-se talentos.

A Escola de Ballet do Centro Cultural e Recreativo de Casais dos Britos de Azambuja só tem raparigas e está de portas abertas a elementos do sexo masculino que queiram experimentar esta actividade. No espectáculo de ballet “A Bailarina”, no sábado, 8 de Junho, a professora Catarina Ribeiro, de 27 anos, refere que há uma luta constante contra o preconceito de género no ballet. “Ainda há muita ideia de que o ballet é só para meninas, o que afasta muitos rapazes talentosos por medo de bullying”, lamenta.
Segundo a professora os rapazes acabam por ser muito massacrados na escola, entre os amigos, por causa de estarem no ballet e isso, diz, tem de mudar. Catarina Ribeiro refere que em três anos a escola só teve um menino a participar, dizendo que conhece um outro rapaz que “sofreu muito”, lamentou. A jovem professora sublinha que a nível nacional existem excelentes bailarinos masculinos que se destacam tanto quanto as raparigas. “Está na altura de mudar esta mentalidade. Todos são válidos no ballet, independentemente do género”, afirmou.
Catarina Ribeiro iniciou-se neste projecto há três anos, após o período de confinamento devido à Covid-19. Considera que “é crucial que elas participem e percebam que as suas opiniões contam”, diz, durante o espectáculo que é baseado no filme ‘A Bailarina’, mas com várias modificações. A apresentação foca-se na história de duas meninas: uma apaixonada pela dança e outra mais experiente, abordando a rivalidade e a descoberta de que a cooperação é essencial. Para a professora esta é uma forma também de entenderem a importância de se ajudarem umas às outras. Além da técnica e disciplina, o projeto de ballet de Catarina Ribeiro inclui momentos de brincadeira e socialização. “O ballet é também uma forma de criar amizades e confiança. Queremos que as crianças se divirtam e aprendam a confiar umas nas outras”, concluiu.
O espectáculo “A Bailarina”, que envolveu 12 crianças e jovens da Escola de Ballet do Centro Cultural e Recreativo de Casais dos Britos de Azambuja, reuniu no auditório do Centro Social e Paroquial de Azambuja uma centena de pessoas.

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