Cultura | 29-11-2025 18:00

“Convento de Cristo é o monumento mais importante de Portugal”

“Convento de Cristo é o monumento mais importante de Portugal”
Jorge Mascarenhas lançou novo livro em Tomar - foto O MIRANTE

Professor do Politécnico de Tomar propôs-se revelar pormenores pouco conhecidos da arquitectura do emblemático Convento de Cristo. O MIRANTE esteve à conversa com Jorge Mascarenhas sobre o lançamento do livro e a sua ligação à cidade templária.

Revelar os segredos mais bem escondidos da arquitectura do Convento de Cristo é o mote para o mais recente livro de Jorge Mascarenhas, formado em arquitectura e professor do Instituto Politécnico de Tomar. Com cerca de 100 páginas, a obra “Convento de Cristo – Os Segredos Revelados através da Arquitectura” procura abrir novas perspectivas de investigação, mostrando imagens do monumento que não são visíveis ao primeiro olhar. Este é o 21.º livro lançado por Jorge Mascarenhas e o primeiro sobre Tomar.
Jorge Mascarenhas, 65 anos, vive em Tomar desde 1984. Recorda que pouco tempo depois de se mudar para a cidade decidiu desenhar um poster da fachada poente do Convento de Cristo, onde está localizada a emblemática Janela do Capítulo, referindo que até hoje muitas pessoas levantam questões sobre esse trabalho. O professor conta que recentemente, quando decorriam obras de conservação e restauro, pôde ver a fachada poente mais de perto. Descobriu imagens que não eram visíveis ao longe, tendo resolvido redesenhar a janela. Ao desenhar e estando mais atento, foi descobrindo cada vez mais detalhes da fachada, decidindo escrever um livro com toda a matéria que recolheu. Assim nasceu a sua mais recente obra, depois de três meses de trabalho e investigação em que se deslocou ao Convento de Cristo diariamente.
O autor considera tratar-se de um livro de grande importância porque revela imagens e pormenores pouco conhecidos, revelando que já tem mais material para uma segunda edição. E não poupa nos elogios ao Convento de Cristo. “É o monumento mais importante de Portugal. Não há dúvida que é a jóia de todos os monumentos e também uma jóia do renascimento europeu. Nenhum outro monumento português atinge este auge”, sublinha.

A paixão por Tomar e o trabalho como professor
O arquitecto explica que foi viver para Tomar com 25 anos, depois de terminar o curso de arquitectura, tendo-se candidatado para o Politécnico de Tomar como professor assistente. Jorge Mascarenhas diz que se apaixonou logo pela cidade, elogiando a sua beleza, a simpatia das pessoas, o rio e o castelo. Tem desenhado também muito sobre Tomar, nomeadamente desenhos para ajudar a igreja em obras de caridade. Confessa que tem um grande interesse pelo Círio de Nossa Senhora da Piedade e por outros eventos de Tomar, como a grandiosa Festa dos Tabuleiros.
Relativamente ao trabalho como docente universitário, Jorge Mascarenhas confidencia que é um professor que aposta na prática, realizando diversas visitas de estudo pela cidade. Entrou no Politécnico de Tomar em 1984, dando aulas de Construções, Materiais e Património Arquitectónico. O docente foi reconhecido este ano com dois prémios: a medalha de honra do dia da cidade e o prémio Arquitectura, Ensino e Investigação.

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