Bombeiros do Entroncamento assinalam 77 anos com reforço de viaturas para responder a aumento de ocorrências
Reforço de meios operacionais, com a integração de cinco novas viaturas, marcou as comemorações do 77.º aniversário dos Bombeiros Voluntários do Entroncamento, numa data que serviu também para fazer o balanço da actividade da corporação e dos desafios colocados pelo aumento do número de ocorrências.
O reforço da frota operacional, a aposta contínua na formação e um corpo activo estável marcaram as comemorações do 77.º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Entroncamento, assinalado no passado dia 10 de Janeiro. As celebrações incluíram sessão solene e o baptismo de novas viaturas, num momento que serviu também para fazer o balanço da actividade da corporação e olhar para os desafios futuros, num contexto de aumento contínuo do número de ocorrências.
Em declarações a O MIRANTE, o presidente da direcção, Luís Loro, sublinhou que o aniversário reflecte o crescimento e a capacidade de resposta de um corpo de bombeiros cada vez mais solicitado. Só em 2025, a corporação registou 3.375 emergências pré-hospitalares, 97 incêndios rurais, 90 acidentes rodoviários e mais de 3.000 transportes de doentes não urgentes. “São números que mostram bem a intensidade da nossa actividade diária”, refere.
As comemorações ficaram marcadas pela entrega de duas novas viaturas destinadas ao transporte de doentes não urgentes, oferecidas pelas duas juntas de freguesia do concelho. Os veículos foram baptizados com os nomes de dois antigos presidentes de junta, Ezequiel Estrada e Rui Maurício, num momento de forte carga simbólica para a população e para a corporação. No total, foram integradas cinco novas viaturas no corpo operacional, incluindo veículos oferecidos pela Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo e pela cidade alemã de Friedberg, geminada com o Entroncamento, bem como uma nova viatura de comando, adquirida através da doação de um sócio.
Apesar do aumento da pressão operacional, Luís Loro garante que a resposta às necessidades do concelho tem sido assegurada, mesmo nos períodos mais exigentes, como a época de incêndios florestais. “O socorro local nunca ficou comprometido”, assegura, destacando como prioridade a manutenção dos meios operacionais e a preparação permanente do pessoal.
O corpo activo dos Bombeiros do Entroncamento é actualmente composto por cerca de 50 elementos, entre aproximadamente 35 bombeiros profissionais, 11 voluntários e funcionários administrativos. A corporação conta ainda com uma presença feminina significativa, com cerca de 12 a 13 mulheres, e integra quatro bombeiros de diferentes nacionalidades. A par da renovação da frota, a direcção tem apostado na formação contínua e na aquisição faseada de novas fardas. Embora a situação seja considerada estável, subsistem necessidades, nomeadamente a substituição do veículo de desencarceramento, já com vários anos de serviço, e a aquisição de novos equipamentos. O recente reforço do efectivo, com a promoção de seis elementos e uma nova recruta em curso, é encarado como um sinal positivo, apesar de o presidente reconhecer que nem todos os recrutas concluem o exigente processo formativo.
Com quase quatro décadas de ligação à corporação, entre 16 anos como bombeiro, a partir de 1983, e o exercício de cargos directivos, Luís Loro destaca a evolução dos Bombeiros do Entroncamento. “Hoje temos formação, equipamentos e qualificações que não existiam no passado, sobretudo na área do socorro pré-hospitalar”, afirma.


