J.L Pires Laranjeira inaugura exposição em Coimbra e coordena livro editado pela Rosmaninho
José Luís Pires Laranjeira inaugura exposição dos seus desenhos e pinturas em Coimbra, na Casa da Esquina. O evento conta ainda com o lançamento de um livro que reúne textos de 18 investigadores, professores e escritores de língua portuguesa unidos por interesses comuns.
José Luís Pires Laranjeira, o professor e escritor especializado nas literaturas africanas, que é ainda crítico literário e poeta, inaugura no dia 23 de Janeiro, na Casa da Esquina, em Coimbra, uma exposição de uma boa parte dos seus desenhos reunidos ao longo de uma vida. O dia da inauguração da exposição vai ficar marcado também pelo lançamento do livro “Matéria de Resistência e Espanto”, do qual é também organizador. O livro é uma edição da Rosmaninho- Editora de Arte, uma chancela de O MIRANTE, e tem a colaboração de 18 professores e investigadores dos vários países de língua portuguesa. Na contracapa pode ler-se que “o livro foi organizado para juntar a colaboração entre investigadores, professores, intelectuais, escritores que ao longo de muitos anos, de modo não necessariamente constante, intervieram em projectos, intercâmbios e eventos ligados a várias instituições ou de maneira individual. Juntam-nos os campos de investigação comum, interesses semelhantes, posicionamentos sociais aproximados, caminhos teóricos e práticos que os associam, embora nem todos em simultâneo. Tem sido um percurso de afinidades electivas e afinações que se tornam colectivas no actual contexto mundial, de que resulta esta escolha, que não deixa de ser testemunhal. O livro assume-se, portanto, com forte intenção deliberada de reavaliar alguns factos literários, juntando elementos para a sua melhor compreensão na totalidade dos campos literários em que se apresentam e também de dilucidação de falácias, obliterações ou esquecimentos. São 18 pessoas que se agregaram por dedicação às literaturas de língua portuguesa e, não tendo colaborado nem se conhecendo todas em conjunto, puderam expor a vontade e a crença de que partilham um similar modo de conhecer os outros, de outras paragens e outras vidas, histórias, culturas, sociedades, línguas, por via das literaturas. Escrevendo sobre e pensando com Camões, José Luandino Vieira, Paulina Chiziane, Ondjaki, Ana Maria Machado, Conceição Lima, Pedro Tierra, Raul Bopp, G. T. Didial, João-Maria Vilanova, Alcina Dantas, Agostinho Neto ou Mário Domingues, resistem e afirmam a sua escolha da liberdade e da fraternidade, desvelando hipóteses de recepção, interpretação e reavaliação de discursos literários já instituídos ou que procuram restituir aos leitores”.


