Museus encerrados e monumentos com danos graves na região ribatejana
Convento de Cristo entre os monumentos com danos graves e vários museus encerrados ao público.
As tempestades que assolaram o país nas últimas semanas deixaram um rasto de destruição que também atingiu em força o património cultural do Ribatejo. Mais de 120 museus e monumentos a nível nacional sofreram danos, alguns considerados graves, obrigando ao encerramento de espaços e levantando preocupações quanto à preservação de edifícios históricos.
Entre os casos mais preocupantes está o Convento de Cristo, em Tomar, um dos monumentos mais emblemáticos do país, classificado como património mundial, que integra a lista de equipamentos com “danos graves”. Também na região, o Museu de Arte Pré-Histórica e do Sagrado do Vale do Tejo, o Casa-Museu Anselmo Braamcamp Freire e o Museu Municipal de Ourém estão entre os mais afectados. Ainda em Tomar, o Fórum Romano de Tomar surge como um dos espaços que mais necessita de obras de recuperação.
Na Rede Portuguesa de Museus, o núcleo museológico Central do Caldeirão do Museu Municipal Carlos Reis apresenta “danos moderados”. Também com estragos desta natureza encontram-se o Castelo de Ourém, a igreja de Urqueira, as muralhas da cidade de Santarém, a Fortaleza de Abrantes, bem como as capelas da Piedade e de São Lourenço e o padrão de D. João I, em Tomar.
Entre os equipamentos actualmente encerrados ao público estão o Museu Municipal de Ourém, a Casa-Museu Anselmo Braamcamp Freire e o núcleo museológico do Museu Carlos Reis, em Torres Novas. Já o Museu Nacional Ferroviário, apesar de ter registado “danos ligeiros”, mantém portas abertas. Perante o primeiro balanço, feito após a passagem da tempestade Kristin, a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, admitiu a necessidade de um investimento na ordem dos 20 milhões de euros para fazer face às obras de recuperação.


