PS contra apoio à ACES pela colaboração no Festival Nacional de Gastronomia
A Associação Comercial, Empresarial e de Serviços de Santarém vai receber 27 mil euros da Câmara de Santarém pela parceria na dinamização do Festival Nacional de Gastronomia. Oposição socialista alegou que a informação disponibilizada era escassa e votou contra.
A Câmara de Santarém aprovou a atribuição de um subsídio de 27.650 euros à ACES – Associação Comercial, Empresarial e de Serviços de Santarém no âmbito da colaboração prestada por essa entidade na dinamização do último Festival Nacional de Gastronomia, que decorreu na cidade em Outubro de 2025.
A proposta passou unicamente com os votos favoráveis da banca da AD (PSD/CDS), com a bancada do PS a votar contra e o vereador do Chega a abster-se. Face ao empate de votos a favor (4) e contra (4) entre AD e PS, o presidente João leite teve de usar o chamado voto de qualidade para a proposta passar. O vereador do PS Nuno Domingos referiu que o documento disponibilizado ao executivo não trazia qualquer orçamento, referindo apenas a que se destinava. E disse que em anos anteriores foi disponibilizada outra informação, pelo que iriam votar contra.
João Leite disse que poderia ser pedida informação mais detalhada, enquanto o vice-presidente, Emanuel Campos (PSD), acrescentou que com a aprovação do ponto a ACES terá de apresentar informação mais detalhada sobre as despesas e serviços prestados.
Após a reunião, o vereador socialista Pedro Ribeiro justificou também nas redes sociais a posição do PS. "Solicitámos várias vezes esclarecimentos sobre o destino concreto desta verba, no âmbito de um acordo para o Festival Nacional de Gastronomia. As respostas foram vagas, o e-mail com o pedido era genérico, referindo apenas comunicação, palamenta de cozinha, (quando ela existe) etc... Estamos ainda à espera desde o início do mandato de dados sobre esse evento. Já se passaram 3 meses e nada. Por fim, entendemos que este tipo de apoio deve ser apresentado antes das iniciativas acontecerem, não vários meses depois, como um facto consumado”, escreveu.


