“Viagens na Minha Terra”: 180 anos da obra maior de Almeida Garrett
Viagens na Minha Terra volta a ser ponto de partida para uma reflexão sobre identidade, modernidade e memória colectiva. A conferência “Viagens na Minha Terra – nos 180 anos da 1.ª obra de Almeida Garrett”, organizada pela Associação Cultural Vale de Santarém, assinala a actualidade de um clássico.
A reflexão sobre o romance oitocentista e a modernidade literária regressa ao centro do debate com a conferência “Viagens na Minha Terra – nos 180 anos da 1.ª obra de Almeida Garrett”, organizada pela Associação Cultural Vale de Santarém - Identidade e Memória. A iniciativa, que se realiza a 21 de Fevereiro, conta com a participação de Maria Helena Santana, professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra desde 2001 e coordenadora científica do Centro de Literatura Portuguesa. Investigadora de referência na área da narrativa moderna e contemporânea, tem dedicado grande parte do seu percurso ao estudo do romance do século XIX e à história literária e cultural desse período.
Desde 2018, coordena o projecto de Edição Crítica das Obras de Almeida Garrett, figura central do romantismo português e autor de Viagens na Minha Terra, obra que revolucionou a literatura nacional ao cruzar viagem, crónica política, ficção e reflexão identitária. Entre os seus trabalhos publicados destacam-se Literatura e Ciência na ficção do século XIX (2007), Alexandre Herculano – O Escritor (coedição, 2010), O Século do Romance (coedição, 2013), Fragmentos Romanescos de Almeida Garrett (coedição, 2015) e Teatro Póstumo de Almeida Garrett (2023). A evocação dos 180 anos de Viagens na Minha Terra é mais do que uma celebração literária: é um convite a revisitar uma obra que ajudou a moldar a identidade cultural portuguesa.


