Constância não abdica da sua maior romaria: Festa da Boa Viagem afirma união após as cheias
Depois das cheias, Constância responde com fé, música e união. As Festas do Concelho e em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem regressam de 3 a 6 de Abril para celebrar 40 anos de história.
Depois das cheias e dos dias difíceis que marcaram o concelho, Constância responde com aquilo que melhor a define: união, tradição e orgulho nas suas raízes ribeirinhas. As Festas do Concelho e em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem regressam de 3 a 6 de Abril, assinalando 40 edições, num ano em que a celebração ganha um significado ainda mais profundo. O presidente da câmara, Sérgio Oliveira, não deixa margem para dúvidas: “apesar dos ventos, cheias e tempestades, com chuva ou sem chuva, a festa dos marítimos vai avançar”. Para o autarca, realizar o evento é “dar um sinal claro de que estamos a regressar à normalidade”, reforçando a coesão de uma comunidade que tem sabido enfrentar as adversidades. Com o programa praticamente fechado antes do mau tempo atingir o concelho, a autarquia decidiu manter o rumo, assumindo as festas como o “momento mais alto” do calendário anual e uma plataforma essencial de dinamização cultural, social e económica.
O palco principal recebe um cartaz eclético e dirigido a vários públicos. A abertura, na sexta-feira, 3 de Abril, está entregue a Julinho KSD, acompanhado por Íris Maravilha e Funkoff. No sábado, 4 de Abril, sobem ao palco Maninho e o projecto Remember, numa noite que promete revisitar êxitos e pôr várias gerações a cantar. O domingo é marcado pela identidade tradicional com os Bandidos do Cante, enquanto o encerramento, na segunda-feira de Páscoa, fica a cargo de João Pedro Pais, num concerto que se antevê emotivo para fechar quatro dias de celebração.
Tradição, fé e identidade ribeirinha
O Dia do Concelho, celebrado a 6 de Abril, mantém-se como o coração das festividades. A Missa Solene e a Procissão em honra de Nossa Senhora da Boa Viagem voltam a mobilizar a comunidade, culminando na emblemática Bênção dos Barcos nos rios Tejo e Zêzere. A tradicional bênção das viaturas na Praça Alexandre Herculano reforça o carácter popular e agregador de uma festa onde a fé se cruza com a identidade local. Além da vertente religiosa e musical, o programa inclui o Grande Prémio da Páscoa em Atletismo, exposições, artesanato, ruas floridas e tasquinhas com gastronomia regional e doçaria tradicional. São dias em que as colectividades assumem protagonismo e encontram nas festas uma das principais fontes de receita para sustentar actividades ao longo do ano.
O investimento municipal deverá rondar entre 230 e 240 mil euros, valor idêntico ao do ano passado. Para Sérgio Oliveira, num concelho de pequena dimensão, “as festas não são um custo, são um investimento”, com impacto directo no comércio, na restauração e no tecido associativo.


