Fantasporto tem início hoje e vai mostrar mais de 100 filmes dos cinco continentes
Entre uma e outra data, o festival vai exibir cerca de 100 filmes, 31 deles antestreias, oriundos de 29 países dos cinco continentes, um “sinal de reconhecimento” do festival, que se assume como um “ato de resiliência” a partir do Porto, segundo os seus organizadores, Mário Dorminsky e Beatriz Pacheco Pereira.
A 46.ª edição do Fantasporto tem início hoje, no Batalha - Centro de Cinema, no Porto, com a estreia de “Bakudan”, do japonês Akira Naguai, e encerra em 08 de março com “After Us, The Flood”, do finlandês Arto Halonen.
Entre uma e outra data, o festival vai exibir cerca de 100 filmes, 31 deles antestreias, oriundos de 29 países dos cinco continentes, um “sinal de reconhecimento” do festival, que se assume como um “ato de resiliência” a partir do Porto, segundo os seus organizadores, Mário Dorminsky e Beatriz Pacheco Pereira.
Da edição de 2026, ambos realçaram as “marcas da realidade” nas películas em exibição, desde o uso e abuso da Inteligência Artificial (IA), havendo filmes totalmente criados por IA, à emigração: “São olhares de modernidade, com mensagens reais”, apontou Beatriz Pacheco Pereira, na sessão de apresentação desta edição do festival, realizada no Porto, no passado dia 05.
Nesta edição, verifica-se o regresso de cinematografias de Espanha e América Latina, assim como do cinema asiático, além de uma retrospetiva de cinema norueguês, em colaboração com o Norwegian Film Institute e o Film Forbundet.
A partir de hoje, o Fantasporto leva ao cinema Batalha títulos como “Don’t Call Me Mama”, de Nina Knag, “My Uncle Jens”, de Brwa Vahabpour, “Armand”, de Halfdan Ullmann Tondel, “Loveable (Ekskling)”, de Lilja Ingolfsdottir, “Thelma”, de Joachim Trier, “Kitchen Stories”, de Bent Hamer, e “What Will People Say”, de Iram Haq.
Entre as 'longas' espanholas contam-se “Luger”, de Bruno Martín, “Bajo Tus Pies”, de Cristian Bernard, “Gaua”, de Paul Urkijo Alijo, “El Susurro”, uma coprodução com o Uruguai e Argentina realizada por Gustavo Hernández Ibáñez, “No Dejes los Niños Solos”, de Emilio Portes, e “Vacío”, de Javier Cano Larumbe.
Do Oriente chegam sobretudo obras da República Popular da China e do Japão, em que se destaca o realizador Eiji Uchida, que apresentará no Porto o seu mais recente filme, “Eternals”.
Quanto ao cinema português, vão a competição para Prémio de Cinema Português – Melhor Filme 2026 a longa-metragem “Paramnésia”, de Tiago “Ramon” Santos, e “Cativos”, de Luís Alves, esta última também incluída na Semana dos Realizadores.
A secção portuguesa integra ainda várias curtas-metragens como “Estou Aqui”, de Ana Rita Martins, “Manhã, na Montanha”, de Luís Miranda, “Falling Forward, Slightly”, de Vasco Viana, “Dentro de Mim”, de Daniela Pereira Marques, e “Corça”, de Maria Lima.
Na Semana dos Realizadores, a programação inclui “Wild Nights, Tamed Beasts”, de Wang Tong, “Lopsided”, de Tara IIllenberger, “Papa Buka”, de Biju Damodaran, e “Don’t Call me Mama”, de Nina Knag, entre outros títulos oriundos da Ásia, África e Europa.
As escolas de cinema portuguesas participam com produções de estudantes de várias instituições, incluindo “Caça’Dor” (Escola Superior Artística do Porto), “Restart” (Soares dos Reis), “Cama de Lavado” (Universidade Católica do Porto), “Limiar” (Universidade da Beira Interior), “À Venda” (Escola Superior de Media Artes e Design), “Imagem Filtrada” (Universidade do Minho) e “Os Terríveis” (Universidade Lusófona de Lisboa).
O Fantasporto Summit inclui várias ‘talks’ que vão mergulhar em assuntos diretamente relacionados com o cinema e o seu estado atual, com as ‘Movie Talks’ a serem complementadas com a apresentação de livros de autores como Artur Manso, Danyel Guerra, José Carlos Pereira e Francisco Duarte.


