Cultura | 17-03-2026 21:00

Filarmónica de Paialvo assinala 130 anos com homenagens e apelos a mais apoio

Filarmónica de Paialvo assinala 130 anos com homenagens e apelos a mais apoio
Filarmónica de Paialvo serve a comunidade há 130 anos - foto O MIRANTE

Sociedade Filarmónica Payalvense Manoel de Mattos celebrou 130 anos de história com um dia de festa em Paialvo, marcado por concertos, arruadas, homenagens e reconhecimento público do papel que tem desempenhado na formação de gerações de jovens e na vida comunitária da freguesia.

A Sociedade Filarmónica Payalvense Manoel de Mattos celebrou no domingo, 8 de Março, os 130 anos de fundação com um programa comemorativo que juntou música, evocação do passado e homenagem a pessoas ligadas à história da colectividade. A sede da sociedade acolheu concertos da Banda da Filarmónica Payalvense, acompanhada por elementos da Sociedade Banda Republicana Marcial Nabantina, seguindo-se a actuação da banda convidada para a data, a Banda Juvenil do Município de Gavião. As comemorações incluíram ainda arruadas pelas ruas de Paialvo, num ambiente de festa que envolveu a comunidade local.
Na sessão solene, a presidente da colectividade, Maria João Antunes, destacou a importância da filarmónica na freguesia e no concelho de Tomar, sublinhando o trabalho desenvolvido ao longo de 130 anos na formação de jovens, na promoção do convívio e no serviço à comunidade. A dirigente não deixou, contudo, de apontar os constrangimentos com que a instituição se debate, nomeadamente a falta de músicos e de apoio financeiro. Apesar das dificuldades, Maria João Antunes frisou que é muitas vezes na adversidade que se revela a solidariedade da comunidade. Nesse contexto, foi homenageada Luísa Manoel de Mattos, que contribuiu com cinco mil euros para a recuperação das instalações da sociedade, danificadas pelas recentes intempéries. A sessão ficou também marcada pela homenagem a Rogério Marques, membro activo e músico da filarmónica durante 50 anos, tendo iniciado o seu percurso musical aos 12 anos.
Entre as entidades presentes esteve o presidente da Junta de Freguesia de Paialvo, Amâncio Ribeiro, que enalteceu a história da sociedade como símbolo maior do associativismo local e exemplo de dedicação à música ao longo de mais de um século. A encerrar a sessão, o presidente da Assembleia Municipal de Tomar, João Tenreiro, sublinhou que a Sociedade Filarmónica Payalvense Manoel de Mattos “é mais do que música”, considerando tratar-se de um espaço de formação humana e cívica.

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